quarta-feira, 26 de junho de 2013

Encontro com as Cáritas Paroquiais acontece em Pesqueira


Integrantes das Cáritas Paroquiais durante o evento
Dia 21 de junho o Seminário São José, em Pesqueira, foi o espaço escolhido para receber representantes das Cáritas Paroquiais, além de outros/as interessados em implantar as Cáritas Paroquiais em suas devidas paróquias.  Estiveram presentes aproximadamente 20 pessoas. Dentre as Cáritas Paroquias presentes estavam a de Jataúba, Venturosa, Poção e Tupanatinga; e representantes das paróquias de Pedra, Belo Jardim e Pesqueira, que pretendem implantar a Cáritas Paroquial. O encontro denominado Cáritas: um novo jeito de viver a solidariedade teve como objetivo levar informações sobre a formação e atuação das Cáritas Paroquiais, que tem ação junto à Cáritas Diocesana de Pesqueira.

Durante o evento a Cáritas Diocesana foi apresentada pela coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Neilda Pereira, que traçou um histórico da instituição no Brasil, que teve início em 1956, por Dom Hélder Câmara. “A Cáritas foi fundada com o objetivo de olhar para o mais pobre na situação de exclusão social”, explicou Neilda. “A Cáritas tem o papel de atuar em conjunto com as pastorais sociais”, completou.

Em Pesqueira a Cáritas Diocesana surgiu como objetivo de organizar as campanhas emergenciais e estruturantes dentro do âmbito da Diocese de Pesqueira e hoje está voltada à organização das Cáritas Paroquiais.

Atualmente mais de 170 países tem a presença da Cáritas, e a primeira Diocese no Regional Nordeste 2 que iniciou o trabalho das Cáritas Paroquiais foi a Diocese de Pesqueira, que hoje conta com a Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis, Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção, Cáritas Paroquial Dom Hélder Câmara, Cáritas Paroquiais Santana de Buíque e Cáritas Paroquial Quitéria Abgail de Araújo.

A Casa de Josélia - Na ocasião, representantes de Pedra, Vilma Maria e Paulo Ferreira, apresentaram uma ação chamada Casa de Josélia através de um painel com fotos onde mostraram o reviver de uma senhora chamada Josélia, mãe de cinco filhos, que vivia, sem renda fixa, numa casa de apenas dois cômodos, totalmente deteriorada, sem a menor infraestrutura. “Só tem uma cama, não tem fogão”, explicou Vilma, afirmando que reuniu um grupo voluntário da paróquia para reformar a casa, que hoje já dobrou de tamanho.  Hoje Josélia se encontra em tratamento, numa casa de repouso e os filhos estão sob a custódia do pai, que é separado de Josélia. Vilma e Paulo estão na expectativa de que Josélia possa muito em breve voltar para a casa nova, a fim de cuidar dos filhos e viver num ambiente mais digno.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia da Erradicação do trabalho Infantil - 12 de Junho

Hoje, 12 de junho, é comemorado o Dia da Erradicação do Trabalho Infantil. Vejam o vídeo acima gravado pela coordenadora  pedagógica da Cáritas Diocesana de Pesqueira Catarina Márcia sobre a data.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diocese de Pesqueira inicia capacitações de pedreiros em Arcoverde - PE


De 03 a 11 de junho esta sendo realizada mais uma capacitação de pedreiros pela Diocese de Pesqueira através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1 + 2), em parceria com a Articulação no Semiárido (ASA).  O evento esta acontecendo no Sítio Açude Velho, em Alagoinha e tem como objetivo capacitar pedreiros para técnicas de construção da cisterna calçadão, uma das tecnologias sociais aplicadas ao P1 + 2.

A capacitação de pedreiros contribui para a formação de agricultores e agricultoras na construção de tecnologias sociais do Programa Uma Terra e Duas Águas, gerando desta forma trabalho e renda nas comunidades onde são inseridas as construções.
Maria Quitéria Nunes foi anfitriã da Capacitação de Pedreiros e será contemplada uma das cisternas calçadão construídas durante a capacitação. “É difícil no ano que não é bem chovedor”, disse Quitéria colocando as dificuldades da estiagem, porém animada com a nova cisterna para “plantar verdura e fruta”, como afirmou. Casada e mãe de três filhos, o P1 + 2 beneficiará a família além da própria cisterna, com a capacitação do próprio marido Renato Nunes, que pretende atuar na construção das tecnologias sociais do P1 + 2.

Teoria e prática - A primeira parte da capacitação consiste no aprendizado teórico, e a segunda é a parte prática, onde os pedreiros constroem uma cisterna calçadão ou outro tipo de tecnologia social do P1 + 2. “Eu acho que é muito importante aproveitar esse momento de aprendizado”, aconselhou Catarina, que atua na área pedagógica da Diocese de Pesqueira. Na ocasião, o aprendizado compartilhado é estimulado, pois cada pedreiro já vem com uma bagagem dos trabalhos anteriores. “Na verdade é um intercâmbio, pois cada um vem com o seu conhecimento”, disse Misael, técnico agrícola da Diocese de Pesqueira. “Eu vou ver quem está mais prático, pois cada um tem o seu conhecimento”, afirmou Joaquim Moraes, pedreiro instrutor das tecnologias sociais, na questão da seleção dos pedreiros que mais se destacaram no processo.

Pedreiros participando da parte prática da capacitação
A geração de renda – A geração de renda que o P1 + 2 oferece é um dos diferenciais do programa, especialmente na questão da formação de pedreiros, pois como a maioria dos pedreiros são agricultores, no período da estiagem, quando fica mais difícil investir em culturas irrigadas, entra a geração de renda através das construções, configurando-se como uma pluriatividade, que é uma atividade complementar à agricultura de subsistência. “Essa parte da capacitação de pedreiros é a mais específica. Essa construção não é apenas o concreto, ela mexe com a cultura, com a geração de renda, com a economia do município”, enfatizou Roseilda Couto.  “Aproveitem bem a capacitação onde vocês estarão se especializando em cisterna calçadão e outras tecnologias, o que pode gerar um complemento de renda”, completou Adriana Leal, comunicadora do P1 + 2 e Diocese de Pesqueira.

Programa Uma Terra e Duas Águas - O P1 + 2 é um programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido no eixo de segurança e soberania alimentar através do manejo sustentável da terra e das águas, tendo surgido a partir das experiências vivenciadas pelos agricultores/as experimentadores do semiárido brasileiro, bem como, do trabalho das organizações da sociedade civil que compõe a Articulação do Semiárido (ASA).

O programa vem proporcionando as famílias alternativas de convivência com o semiárido, como produção de alimentos a partir de quintais produtivo e criação de pequenos animais, com isso favorecendo as mesmas uma alimentação mais saudável com segurança alimentar.

Atualmente no Estado de Pernambuco várias instituições são responsáveis pela execução do P1+2. Trabalhando os processos de mobilização, capacitação de pedreiros, de comissão municipal, capacitação das famílias beneficiarias em Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA) e Sistema Simplificado de Manejo de Água (SISMA), bem como a implementação de sete tecnologias sociais, que são a cisterna calçadão, a cisterna de enxurrada, o tanque de pedra, a bomba de água popular, a barragem subterrânea, o barreiro trincheira e barraginha.




sexta-feira, 31 de maio de 2013

Diocese de Pesqueira recebe pesquisadores da UFPE para experiência na área de recursos hídricos


Dia 29 de maio, estiveram reunidos no Seminário São José, em Pesqueira, pesquisadores da UFPE, ProRural e equipe da Diocese de Pesqueira para participar de uma atividade sobre a potabilidade da água das cisternas de placa.

Pesquisadores observando uma cisterna de placa
com capacidade  para 16 mil litros
Os participantes do evento visitaram o Sítio na Comunidade Lagoa do Campo, situada no distrito de Mimoso, Pesqueira/PE.  O objetivo da visita foi conhecer um sistema de captação de água que está sendo desenvolvido por pesquisadores da UFPE. Esse sistema visa captar água das chuvas, separando a primeira água das chuvas que geralmente vem suja em consequência da sujeira acumulada no telhado sem ter que desperdiçá-la. A água suja é armazenada em um recipiente, e como é imprópria para o consumo, a mesma pode ser utilizada para os animais ou as plantas, tornando-a reaproveitável de certa forma e contribuindo assim para a sustentabilidade ambiental.

 O sistema elaborado é importante por que acaba com o medo do desperdício. Segundo Júlio pesquisador da UFPE, há certa resistência por parte dos agricultores em separar a água suja da água limpa, por causa do desperdício e assim a água acumulada na cisterna não era de qualidade. Com esse sistema, se garante água limpa de qualidade para a família, reaproveitando a água que antes poderia ser jogada fora. Geralmente a água da primeira chuva é separada, a chuva dos dias posteriores é captada para cisterna. Quando há um intervalo de dois dias, na volta da chuva a primeira água é separada novamente.

Para se construir um sistema deste tipo, o investimento é em torno de R$250,00 a R$300,00 sendo assim, uma tecnologia acessível para garantir a qualidade da água para os agricultores. Os estudos realizados nessa pesquisa mostram que com esse sistema a água acumulada nas cisternas consegue atingir algo em torno de 90% de pureza. E isso pode ser comprovado no depoimento dos beneficiários que relatam a diminuição dos casos de diarreia na família que antes da implantação desse sistema era muito frequente entre eles.   


Tapetes de Corpus Christi - 30 de maio de 2013 - Pesqueira/PE - temática Cisternas de Placa


terça-feira, 28 de maio de 2013

Intercâmbio de Experiência acontece no Sítio Poços, em Arcoverde

Participantes do intercâmbio conhecendo
 uma cisterna de enxurrada


Dia 24 de maio, o Sítio Poços, em Arcoverde, foi cenário do Intercâmbio de Experiências do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). Simone Bezerra foi a anfitriã, recebendo aproximadamente 30 convidados em sua residência. Vieram para o Intercâmbio agricultores de Buíque, Pedra e Arcoverde beneficiados com as tecnologias sociais do P1 + 2. O intuito do intercâmbio é compartilhar o conhecimento sobre as técnicas aplicadas à agricultura e pecuária.

Durante o evento foram visitadas diversas tecnologias sociais de captação de água, como a cisterna calçadão, cisterna de enxurrada e tanque de pedra, além de visita a comunidades que possuem experiências exitosas na área de agricultura e criação de animais. “É bom a gente estar se preparando. É importante a gente aprender no local em que vive. Talvez essa seca que a gente viveu agora nos desperte a conviver com o semiárido”, disse Justino Neto, técnico agrícola da Diocese de Pesqueira, que falou sobre a importância do  evento. “Que esta experiência que nós estamos vivendo, possamos levar para a nossa prática”, reforçou Misael, técnico agrícola sobre o caráter pedagógico do evento.

Simone Bezerra mantém em sua propriedade uma cisterna de 16 mil litros, uma cisterna de enxurrada e mais um caldeirão onde foi aproveitada a própria geologia da região, formada por grandes rochas. “Esse caldeirão foi feito manualmente. Eu pretendo ampliar a parede para ampliar a captação de água”, explicou Simone, que mantém os animais organizados em locais fechados, para a evitar a contaminação da água. Simone cria galinhas, gado, bodes e cabras. Andreza Pereira, técnica agrícola da Diocese de Pesqueira também falou sobre a importância da organização dos espaços nas comunidades rurais.

Sustentabilidade local- Várias alternativas sustentáveis foram observadas na casa de Simone Bezerra, que recebeu os participantes do intercâmbio.  Simone costuma reaproveitar troncos de árvore para fazer bancos, poltronas e mesas artesanais. Além disso, Simone reutiliza a água da lavagem dos pratos e da roupa para regar a horta, que tem uma diversidade de culturas como tomate, cebolinha, alface, couve, dentre outras, bem como fruteiras e hortas. A cobertura de folhas que cai das árvores, Simone não recolhe, mas utiliza como adubo natural e proteção do solo.

A alternativa da forragem - A utilização de plantas da própria caatinga foi um dos pontos de destaque observados na propriedade de Simone, uma vez que a forragem é uma das alternativas mais eficientes a ser utilizada especialmente durante a estiagem. “O certo é juntar a coivara, pois se você queimar a terra, mata os seus nutrientes”, ensinou Misael, técnico agrícola da Cáritas Diocesana de Pesqueira. Na questão de plantas Simone ainda ensinou sobre a utilização de insumos naturais para combater pragas e s tipos de palma existentes que são resistentes à cochonilha, como a palma orelha de elefante. O armazenamento de sementes orgânicas foi também um destaque da conversa, a fim de garantir sementes acessíveis e sem agrotóxicos. “Se você faz o banco de sementes, vai ter semente de qualidade para o ano todo”, explicou Misael.

A atuação da ASA e Diocese de Pesqueira - A ausência de política pública contextualizada foi outro assunto trazido à tona. Simone afirmou que nunca foi visitada por nenhum político, nem mesmo durante as eleições, o que mostra o abandono da comunidade e comprova que os méritos do trabalho desenvolvido na propriedade são frutos tão somente da família e organizações que a Articulação no Semiárido – ASA, que leva o P1 + 2 através da Diocese de Pesqueira na região." A gente nunca teve um prefeito ou vereador que nos visitasse. O que temos é com esforços próprios”, disse Simone.  O Programa Uma Terra e Duas Águas tem como objetivo primordial oferecer tecnologias de captação de água em quantidade e qualidade adequadas para produção agrícola e criação de animais a fim de fortalecer a segurança alimentar e nutricional.




Diocese de Pesqueira inicia segunda etapa do Pernambuco Mais Produtivo



Capacitação de Pedreiros do Pernambuco
Mais Produtivo
A Diocese de Pesqueira inicia mais uma etapa do Programa Pernambuco Mais Produtivo por meio da Articulação no Semiárido – ASA sob a coordenação da Secretaria Executiva da Agricultura Familiar- SEAF/Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária - SARA e financiado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS.

A perspectiva da segunda etapa do Pernambuco Mais Produtivo através da Diocese de Pesqueira é implementar 3.750 cisternas calçadão, 400 terreiros de secagem, 40 cisternas telhadão e 50 tanques de pedra na região do agreste bem como investir nos processo de capacitação dos agricultores familiares.
As expectativas para a segunda etapa do programa são as melhores possíveis. “Nós estamos concluindo neste momento 275 cisternas no município de São Bento do Una e vamos começar mais 3.750 cisternas nos municípios do agreste meridional e do agreste central e é uma etapa bastante desafiadora que agora nós vamos construir as tecnologias em 22 municípios dessa região”, disse Neilda Pereira, coordenadora executiva da Articulação no Semiárido em Pernambuco e coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira. “Essa próxima etapa que estamos iniciando surge com muita euforia, com muitas apostas, mas ao mesmo tempo com muitos desafios, pois nós vamos trabalhar na perspectiva de concluir 30 cisternas a cada mês em cada município”, completou Itamar de Carvalho, coordenador do Programa Pernambuco Mais Produtivo pela Diocese de Pesqueira.

Percalços resolvidos - Um dos entraves encontrados na realização da primeira etapa do programa foi à escassez de água. “A primeira etapa foi muito dolorosa do ponto de vista que tivemos algumas limitações e a maior delas pra gente é a falta de água para o processo de construção, que atrasou todo o nosso planejamento, então esse foi o gargalo da primeira etapa. Nós estamos pagando água de onde não tem recurso”, disse Itamar de Carvalho.  A alimentação dos pedreiros é outro ponto a ser considerado na segunda etapa do programa, pois um dos requisitos para execução das tecnologias sociais é que as famílias alimentem os pedreiros com recursos próprios durante o processo de execução. “Além da água agora, nós vamos precisar nos preocupar também com a alimentação dos pedreiros durante o período de construção. Estamos iniciando um diálogo com o governo do estado através da SEAF e consequentemente com o Ministério de Desenvolvimento Social também sob a perspectiva de garantirmos alguma ajuda a essas famílias para esse período”, reforçou Itamar.  

Universalização das cisternas - A execução do Pernambuco Mais Produtivo tem suscitado outras discussões. “Para além das ações previstas no Pernambuco Mais Produtivo, nossa grande expectativa é contribuir com a efetivação de um marco regulatório especifico, no âmbito do Governo Federal e Estadual, que permita a universalização do Programa de Cisternas como política de convivência com o semiárido, permita a ampliação dessa ação em todas as regiões do semiárido brasileiro e torne o campo um lugar ainda melhor para viver e trabalhar”, revelou Aldo Santos, Secretário Estadual de Agricultura e Reforma Agrária em Pernambuco.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Diocese de Pesqueira inicia capacitações de pedreiros em Alagoinha - PE



No período de 20 e 21 de maio foi realizada mais uma capacitação de pedreiros pela Diocese de Pesqueira através do Programa Pernambuco Mais Produtivo. O evento aconteceu no Sítio Regalo, em Alagoinha e contou com a presença de 22 pedreiros que conheceram as técnicas de construção da cisterna calçadão, uma das tecnologias sociais aplicadas ao Programa Pernambuco Mais Produtivo.

Pedreiros participando de formação em Alagoinha
Um dos objetivos da capacitação de pedreiros é contribuir para a formação de agricultores e agricultoras na construção de  tecnologias sociais do Programa Pernambuco Mais Produtivo, gerando desta forma trabalho e renda nas comunidades onde são inseridas as construções que conta com a parceria da Diocese de Pesqueira e Secretaria Executiva da Agricultura Familiar do estado de Pernambuco.

Somente na residência de apoio onde foi realizada a capacitação de pedreiros foram capacitados os dois filhos do casal. A dona da casa Gilvaneide Mendes, que é agricultora, já sonha em utilizar a cisterna calçadão que foi construída em sua propriedade. “É muito bonita, mas é de muita responsabilidade. A esperança é muito grande. A gente quer ampliar a plantação, pois já criamos animais”, disse D. Gilvaneide.

Apesar das dificuldades encontradas na capacitação como a falta de água, que ainda é fruto da estiagem, os participantes do evento estavam bastante animados quanto a multiplicação dos conhecimentos obtidos. “Pra gente é um prazer estar ensinando. Depois que a gente está no ramo, a gente vai embora. É um benefício grande”, disse Rubens Nelson, conhecido como Rubinho, pedreiro facilitador da capacitação.

Programa Pernambuco Mais Produtivo - O Programa Pernambuco Mais Produtivo tem como objetivo principal coletar água da chuva para produção de alimentos, garantindo assim a soberania alimentar e possível geração de renda através da comercialização dos produtos.
O programa tem como meta construir 15.500 cisternas calçadão de 52 m³, 1.000 terreiros de secagem, 150 tanques de pedra, 40 cisternas telhadão e 40 barreiros lonados, sendo estas tecnologias facilitadoras da convivência do homem com o semiárido, uma vez que visam manter as famílias no seu habitat, proporcionando uma melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável.


Cáritas Diocesana de Pesqueira realiza Oficina de Comunicação



Dia 17 de maio a Diocese de Pesqueira ofereceu através da Cáritas Diocesana de Pesqueira a Oficina de Comunicação: Planejamento e Estratégias, no auditório do Seminário São José. O facilitador foi o jornalista Daniel Ferreira, assessor de comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira. Toda equipe de trabalho da Cáritas Diocesana de Pesqueira participou da oficina, que teve como objetivo a implantação do Plano de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira.

Os integrantes da oficina tiveram a oportunidade de refletir o papel e a importância da comunicação na vida da organização, das famílias agricultoras e das atividades desenvolvidas especialmente no meio rural, que é foco do trabalho da Cáritas Diocesana de Pesqueira, pois muitas ações são voltadas para a convivência com o Semiárido.

Houve também um momento de identificação das ações/atividades prioritárias que visibilizam a missão e a trajetória da organização em nível local e estadual, bem como a identificação e sugestão de implantação de instrumentos de comunicação que potencializem as ações da organização em nível local e estadual.
Oficina de Comunicação: Planejamento e
Estratégias, no Seminário
São José
A prática de sistematização e produção do conhecimento entre equipe da organização foi estimulada entre os participantes da oficina, como busca do uma comunicação proativa, circular, que seja construída num conjunto e leve a mudanças sociais. “Precisamos entender e praticar a comunicação como uma estratégia de mobilização e formação social”, ressaltou Neilda Pereira, coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira e coordenadora executiva da Articulação no Semiárido pelo estado de Pernambuco.

Trabalho em grupo – dentre as atividades da Oficina de Comunicação, os participantes traçaram ações prioritária da comunicação organizacional identificando os meios e instrumentos de comunicação da/para a organização e dando sugestões em como potencializá-los. Além disso, foi temática dos trabalhos em grupo a sistematização das experiências exitosas no Semiárido, onde os integrantes da oficina relataram as suas ideias sobre sistematização, bem como os objetivos desta técnica. “Sistematizar é juntar cacos para construir vitrais” ensinou Daniel Ferreira, evidenciando a importância do técnico agrícola, que convive mais proximamente com o agricultor em transmitir a essência das experiências locais e o saber compartilhado. “A sistematização gera um registro que promove o empoderamento das famílias”, reforçou Daniel Ferreira.

Avanços no setor de comunicação – a Oficina de Comunicação despertou o olhar da equipe da Cáritas Diocesana de Pesqueira em relação a ações inovadoras na organização como um programa de rádio mais abrangente, a construção de um boletim eletrônico, um documentário sobre a organização, a divulgação da organização em programas de rádio regionais, a ampliação de material próprio de divulgação, panfletagem das ações da Cáritas Diocesana nas feiras locais, dentre outras sugestões, evidenciando uma ampliação do olhar dos componentes da organização na área de comunicação.

Daniel Ferreira – O jornalista Daniel Ferreira tem uma longa caminhada junto a Articulação no Semiárido – ASA/PE, é especialista em comunicação organizacional e educação no semiárido, mestrando em Desenvolvimento Rural e hoje integra a Assessoria de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira.






ESCOLA FÉ E VIDA ACONTECE EM PESQUEIRA COM O MÓDULO CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO




Mais uma vez os alunos e alunas da Escola Fé e Vida se encontraram, e desta vez para o segundo módulo da formação, que aconteceu nos dias 17 e 18 de maio de 2013. A mística de introdução lembrou a edição 2013 da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), no hemisfério sul, cujo tema foi “O que Deus exige de nós?”, inspirado em Miquéias 6,6-8.
Edésio, coordenador do Chapada, levando o tema Convivência
com o Semiárido
No dia 18 de maio foi lembrado o Dia Nacional de luta contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Na ocasião, os alunos foram convidados a tomar parte do problema e assumir a nossa responsabilidade diante do abuso e da exploração sexual contra crianças e adolescentes, assumindo a posição de controle social exercido pela sociedade civil.
            O módulo Convivência com o Semiárido teve como facilitador Edésio Medeiros, que é o coordenador de programas do Chapada - Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe, que é sediado em Araripina – PE.
            Edesio ajudou a compreender as estratégias de convivência com o Semiárido, a partir da construção de um desenvolvimento sustentável no Semiárido brasileiro, por meio de tecnologias sociais de captação da água da chuva e da boa gestão da água nas comunidades rurais para a produção de alimentos de base agroecológica, permitindo que as famílias vivenciem um processo de formação voltado para a questão produtiva e social, resultando na melhoria da qualidade de vida das populações rurais, do semiárido nordestino e de um Brasil melhor. “A cronologia das secas mostra que estas são cíclicas e sempre existiram, porém o que falta são ações de captação de água”, ensinou Edésio sobre a convivência com o Semiárido.
Durante o evento, a comunicadora popular Adriana Leal apresentou aos alunos e alunas a Campanha Água no Semiárido: poupar e armazenar para não faltar. Adriana criou mecanismo de sensibilização da necessidade de economizar e armazenar água e que todos/as somos responsáveis em promover mudanças de comportamento de consumo, melhorando o meio ambiente e construindo um mundo mais sustentável. “A água no Semiárido é uma questão de grande relevância à qualidade de vida para garantir o bem estar social como um todo na região”, disse Adriana Leal.
            O seminarista Átila, descendente da etnia Xukuru, também teve uma participação na Escola Fé e Vida sobre a etnia Xukuru do Ororubá. Átila informou os índios estavam naquele fim de semana em Assembleia na Serra do Ororubá, como fazem há quinze anos, em memória da morte do Cacique Chicão, que foi barbaramente assassinado em maio de 1998 na cidade de Pesqueira devido a conflitos de terras.  A Assembleia Xukuru é espaço de conscientização política e formativa para que todo/as lutem e conquistem direitos fundamentais para a realidade indígena, destacando a garantia dos direitos humanos.

Risaldo Gomes – Articulador da Cáritas Diocesana de Pesqueira