quarta-feira, 26 de junho de 2013

Encontro com as Cáritas Paroquiais acontece em Pesqueira


Integrantes das Cáritas Paroquiais durante o evento
Dia 21 de junho o Seminário São José, em Pesqueira, foi o espaço escolhido para receber representantes das Cáritas Paroquiais, além de outros/as interessados em implantar as Cáritas Paroquiais em suas devidas paróquias.  Estiveram presentes aproximadamente 20 pessoas. Dentre as Cáritas Paroquias presentes estavam a de Jataúba, Venturosa, Poção e Tupanatinga; e representantes das paróquias de Pedra, Belo Jardim e Pesqueira, que pretendem implantar a Cáritas Paroquial. O encontro denominado Cáritas: um novo jeito de viver a solidariedade teve como objetivo levar informações sobre a formação e atuação das Cáritas Paroquiais, que tem ação junto à Cáritas Diocesana de Pesqueira.

Durante o evento a Cáritas Diocesana foi apresentada pela coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Neilda Pereira, que traçou um histórico da instituição no Brasil, que teve início em 1956, por Dom Hélder Câmara. “A Cáritas foi fundada com o objetivo de olhar para o mais pobre na situação de exclusão social”, explicou Neilda. “A Cáritas tem o papel de atuar em conjunto com as pastorais sociais”, completou.

Em Pesqueira a Cáritas Diocesana surgiu como objetivo de organizar as campanhas emergenciais e estruturantes dentro do âmbito da Diocese de Pesqueira e hoje está voltada à organização das Cáritas Paroquiais.

Atualmente mais de 170 países tem a presença da Cáritas, e a primeira Diocese no Regional Nordeste 2 que iniciou o trabalho das Cáritas Paroquiais foi a Diocese de Pesqueira, que hoje conta com a Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis, Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção, Cáritas Paroquial Dom Hélder Câmara, Cáritas Paroquiais Santana de Buíque e Cáritas Paroquial Quitéria Abgail de Araújo.

A Casa de Josélia - Na ocasião, representantes de Pedra, Vilma Maria e Paulo Ferreira, apresentaram uma ação chamada Casa de Josélia através de um painel com fotos onde mostraram o reviver de uma senhora chamada Josélia, mãe de cinco filhos, que vivia, sem renda fixa, numa casa de apenas dois cômodos, totalmente deteriorada, sem a menor infraestrutura. “Só tem uma cama, não tem fogão”, explicou Vilma, afirmando que reuniu um grupo voluntário da paróquia para reformar a casa, que hoje já dobrou de tamanho.  Hoje Josélia se encontra em tratamento, numa casa de repouso e os filhos estão sob a custódia do pai, que é separado de Josélia. Vilma e Paulo estão na expectativa de que Josélia possa muito em breve voltar para a casa nova, a fim de cuidar dos filhos e viver num ambiente mais digno.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia da Erradicação do trabalho Infantil - 12 de Junho

video
Hoje, 12 de junho, é comemorado o Dia da Erradicação do Trabalho Infantil. Vejam o vídeo acima gravado pela coordenadora  pedagógica da Cáritas Diocesana de Pesqueira Catarina Márcia sobre a data.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diocese de Pesqueira inicia capacitações de pedreiros em Arcoverde - PE


De 03 a 11 de junho esta sendo realizada mais uma capacitação de pedreiros pela Diocese de Pesqueira através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1 + 2), em parceria com a Articulação no Semiárido (ASA).  O evento esta acontecendo no Sítio Açude Velho, em Alagoinha e tem como objetivo capacitar pedreiros para técnicas de construção da cisterna calçadão, uma das tecnologias sociais aplicadas ao P1 + 2.

A capacitação de pedreiros contribui para a formação de agricultores e agricultoras na construção de tecnologias sociais do Programa Uma Terra e Duas Águas, gerando desta forma trabalho e renda nas comunidades onde são inseridas as construções.
Maria Quitéria Nunes foi anfitriã da Capacitação de Pedreiros e será contemplada uma das cisternas calçadão construídas durante a capacitação. “É difícil no ano que não é bem chovedor”, disse Quitéria colocando as dificuldades da estiagem, porém animada com a nova cisterna para “plantar verdura e fruta”, como afirmou. Casada e mãe de três filhos, o P1 + 2 beneficiará a família além da própria cisterna, com a capacitação do próprio marido Renato Nunes, que pretende atuar na construção das tecnologias sociais do P1 + 2.

Teoria e prática - A primeira parte da capacitação consiste no aprendizado teórico, e a segunda é a parte prática, onde os pedreiros constroem uma cisterna calçadão ou outro tipo de tecnologia social do P1 + 2. “Eu acho que é muito importante aproveitar esse momento de aprendizado”, aconselhou Catarina, que atua na área pedagógica da Diocese de Pesqueira. Na ocasião, o aprendizado compartilhado é estimulado, pois cada pedreiro já vem com uma bagagem dos trabalhos anteriores. “Na verdade é um intercâmbio, pois cada um vem com o seu conhecimento”, disse Misael, técnico agrícola da Diocese de Pesqueira. “Eu vou ver quem está mais prático, pois cada um tem o seu conhecimento”, afirmou Joaquim Moraes, pedreiro instrutor das tecnologias sociais, na questão da seleção dos pedreiros que mais se destacaram no processo.

Pedreiros participando da parte prática da capacitação
A geração de renda – A geração de renda que o P1 + 2 oferece é um dos diferenciais do programa, especialmente na questão da formação de pedreiros, pois como a maioria dos pedreiros são agricultores, no período da estiagem, quando fica mais difícil investir em culturas irrigadas, entra a geração de renda através das construções, configurando-se como uma pluriatividade, que é uma atividade complementar à agricultura de subsistência. “Essa parte da capacitação de pedreiros é a mais específica. Essa construção não é apenas o concreto, ela mexe com a cultura, com a geração de renda, com a economia do município”, enfatizou Roseilda Couto.  “Aproveitem bem a capacitação onde vocês estarão se especializando em cisterna calçadão e outras tecnologias, o que pode gerar um complemento de renda”, completou Adriana Leal, comunicadora do P1 + 2 e Diocese de Pesqueira.

Programa Uma Terra e Duas Águas - O P1 + 2 é um programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido no eixo de segurança e soberania alimentar através do manejo sustentável da terra e das águas, tendo surgido a partir das experiências vivenciadas pelos agricultores/as experimentadores do semiárido brasileiro, bem como, do trabalho das organizações da sociedade civil que compõe a Articulação do Semiárido (ASA).

O programa vem proporcionando as famílias alternativas de convivência com o semiárido, como produção de alimentos a partir de quintais produtivo e criação de pequenos animais, com isso favorecendo as mesmas uma alimentação mais saudável com segurança alimentar.

Atualmente no Estado de Pernambuco várias instituições são responsáveis pela execução do P1+2. Trabalhando os processos de mobilização, capacitação de pedreiros, de comissão municipal, capacitação das famílias beneficiarias em Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA) e Sistema Simplificado de Manejo de Água (SISMA), bem como a implementação de sete tecnologias sociais, que são a cisterna calçadão, a cisterna de enxurrada, o tanque de pedra, a bomba de água popular, a barragem subterrânea, o barreiro trincheira e barraginha.