terça-feira, 8 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
“O coração da gente se enche de alegria”, diz agricultor ao receber a cisterna calçadão
A construção das cisternas calçadão avança na região Agreste. Dessa vez a Diocese de Pesqueira, através da Cáritas Diocesana, vem
executando mais cisternas, através do Projeto Pernambuco Mais
Produtivo, em comunidades rurais do município de Alagoinha.
A chegada
dessas tecnologias sociais reanimam as esperanças por dias melhores às
famílias agricultoras, pois vão ter reservatórios para guardar água o
ano inteiro para produzir e para consumo humano.
Como
parte dos processos de formação, oito pedreiros estão sendo capacitados
para aprender a produzir as placas de cisternas calçadão na comunidade
de Laje do Carrapicho.
Entusiasmados, os agricultores prestam atenção
aos conteúdos durante o curso. Os instrutores explicam aos participantes
que as cisternas são instrumentos de cidadania, para o bem do povo.
O agricultor Genival Galindo, da comunidade de Regalo, está bastante empolgado com a cisterna calçadão construída em sua área. “É uma benção de Deus! O coração da gente se enche de alegria”,
diz o agricultor em êxtase, mostrando seus 500 pés de acerola.
Enquanto
não é época de chuva vai irrigando sua plantação com água do poço. “Um
dia o Pai do Céu vai mandar chuva pra gente e eu vou molhar minhas
plantinhas com água que vai ser depositada na cisterna calçadão. Quanta
alegria!”
Todos
que passam pela comunidade de Regalo ficam admirados com tamanha
sabedoria de um agricultor que acredita no que faz e é consciente de
seus valores. É a força da organização e mobilização do povo. É o
trabalho da Cáritas Diocesana de Pesqueira chegando às famílias
agricultoras.
Por Risaldo Gomes - Articulador da Cáritas Diocesana
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
CÁRITAS DIOCESANA DE PESQUEIRA APRESENTA EXPERIÊNCIA NA ARGENTINA
Toda
boa ideia deve ser propagada, multiplicada e copiada, ultrapassando
limites e fronteiras geográficas e territoriais. Foi desse sentimento
que comungou o segundo Encontro Mundial do Grande Chaco Americano ao
convidar a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) para
conduzir o painel sobre “Água para consumo e produção: estratégias para a
gestão comunitária”. Na ocasião, a coordenadora geral da Cáritas
Diocesana de Pesqueira e coordenadora executiva da ASA pelo Estado de
Pernambuco, Neilda Pereira, apresentou a experiência do Programa 1
Milhão de Cisternas ( P1MC). O evento aconteceu entres os dias 19 a 21
deste mês em Buenos Aires, na Argentina, no Centro Cultural Recoleta.
Neilda
Pereira falou para um público diverso de mais de 600 pessoas dos países
da Argentina, Bolívia e Paraguai, entre agricultores familiares,
representantes de organizações indígenas e camponesas, prefeitos,
ecologistas, produtores rurais e especialistas de agências
internacionais. “Foi um momento importante para mostrar a bela
experiência desenvolvida com os povos do Semiárido por um conjunto de
organizações que trabalham na região. O P1MC revela uma conquista do
acesso à água potável para beber e cozinhar, através das cisternas de
placas, de forma descentralizada e participativa”, enfatiza Neilda.
“O
acesso à água é outro fator que também merece ações urgentes. É
importante ter referências de outras experiências bem sucedidas como a
do P1MC no Brasil”, comentou Ivan Arnold, diretor de Nativa, uma
organização membro da Rede Chaco com forte penetração no Chaco
Boliviano. Assim como a ASA se constitui numa rede de organizações, a
Rede Chaco também se firma como um conjunto de instituições que vêm
construindo uma trajetória de luta e resistências pelos povos que
habitam o Grande Chaco Americano.
Ainda
durante o evento, Neilda Pereira se reuniu com representantes dos
países do Paraguai, Uruguai e Argentina para discutir estratégias do
Programa Sede Zero. Iniciativa inspirada e pensada a partir da
experiência do P1MC no Semiárido brasileiro.
Grande Chaco Americano – É
uma região em que vivem 7 milhões de habitantes. Lugar de 30 etnias com
pelo menos 29 línguas com diferentes graus de vitalidade.
Ambientalmente, é o maior bosque seco do mundo e a segunda massa
florestal americana. Possui uma diversidade biológica única.
Em
um milhão de quilómetros quadrados localizados no centro do continente
Sul-americano. Os países Argentina, Bolívia e Paraguai estão dento desse
ecossistema. Uma das regiões de maior diversidade ambiental e biológica
do planeta e a maior área de bosques do continente depois do Amazonas.
É
nesse espaço geográfico que e se apresenta, ao mesmo tempo, a
diversidade e as urgências sociais gritantes e uma forte pressão sobre o
ambiente. Uma região com fome de desenvolvimento equitativo e
sustentável em benefício da humanidade. É com esta visão que se
organizou a Rede Chaco, um coletivo de organizações da Argentina,
Bolívia e Paraguai que pretende incluir o Chaco na agenda mundial.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Campanha do Brinquedo 2013
A
CÁRITAS DIOCESANA DE PESQUEIRA convoca todos para mais uma campanha
solidária: FAÇA UMA CRIANÇA FELIZ!A iniciativa tem como objetivo as
doações de brinquedos novos ou em bom estado para as crianças menos
favorecidas.
Com
este intento, escolas foram convidadas a sensibilizar crianças, para
que num gesto de partilha possamos ajudar outras crianças, que por
carência socioeconômica nunca puderam ter um brinquedo.
A campanha idealizada pelas Cáritas Diocesana
de Pesqueira tem objetivo levar alegria às crianças carentes,
transformando um dia das crianças um espaço educativo de construção de
um mundo mais solidário, para isso é preciso à colaboração da sociedade.
O
apelo de todos os que fazem a Cáritas Diocesana de Pesqueira é que
nosso coração seja solidário e possamos doar brinquedos, nossos
sentimentos e fazer a felicidade de tantas crianças vítimas da exclusão.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Comunidade Alegre em Pedra recebe capacitação em viveiro de mudas do Programa Uma Terra e Duas Águas
![]() |
| Turma de capacitando em viveiro de mudas |
No ultimo final de semana
(14 e 15) aconteceu uma capacitação em viveiro de mudas, na comunidade do
Alegre, no município da Pedra, para um quantitativo de 10 famílias. A
iniciativa partiu da Diocese de Pesqueira, através da Cáritas Diocesana, sendo
executado pelo Programa Uma Terra e Duas Águas (P1 + 2), em parceria com a
Articulação no Semiárido (ASA).
Na ocasião, o instrutor Lucinaldo fez uma troca de
experiências com as famílias, com a visita na propriedade do agricultor Miguel
Pereira (participante da capacitação), quando foram apresentadas na prática
algumas formas de se produzir mudas, como: enxertia, dormência de algumas
sementes e alguns tipos de compostagem. O técnico Fábio Andrade e a
coordenadora do P1 + 2, Roseilda Couto, acompanharam a capacitação e aconselhou
aos participantes colocar em prática os ensinamentos. “É uma oportunidade de
trocar conhecimentos e praticar as experiências na própria comunidade”, disse
Roseilda. “A maioria de nós (agricultores) se interessa por mudas tanto para
nós como para comercialização”, afirmou Miguel, que já tem planos de venda para
as mudas que venha a produzir futuramente.
De forma muito dinâmica
o conteúdo foi trabalhado dando a devida importância ao associativismo para a
organização das pessoas e da comunidade como todo, contribuindo assim com o
incentivo do trabalho coletivo na perspectiva de avançar nos diversos tipos de
produção que as famílias trabalham. “Essa capacitação despertou nas famílias a
importância de trabalhar o manejo do solo de forma equilibrada, para que cada
muda produzida pelas famílias, possa trazer resultados significativos para o
trabalho por elas exercidos”, afirmou Roseilda.
Posteriormente um
viveiro de mudas será construído na propriedade da agricultora Dona Cícera, que
dispôs do espaço onde as famílias continuaram dando prosseguimento à parte
prática da capacitação.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Cáritas Diocesana de Pesqueira participa do I Seminário de Convivência com o Semiárido em São Bento do Una
Dia 13 de setembro (última sexta feira) aconteceu o I
Seminário Municipal de Convivência com o Semiárido no Auditório do Colégio Cônego
João Rodrigues, em São Bento do Uma. O evento teve como objetivo discutir ações
e soluções para conviver com a seca que assola a maior parte do Estado de Pernambuco. Diversas cidades estão
realizando seminários como esse para que possa contribuir com o Governo de
Pernambuco, que realizará um Plano Estadual. A Cáritas Diocesana de Pesqueira esteve sendo
representada por Itamar de Carvalho, coordenador do Programa Pernambuco Mais Produtivo através da Diocese de Pesqueira.
Participaram do evento o
Secretário Estadual de Agricultura e Reforma Agrária Aldo Santos; a Prefeita de
São Bento do Una Débora Almeida; o Vice-prefeito Alexandre Batité; o Presidente
do IPA, Júlio Zoé; o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Paulo
Renato; a Secretária de Trabalho e Ação Social, Sueli Maciel; a Coordenadora do
Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, Araci Miranda, os vereadores
Avanildo Cavalcante e André Valença; Neide do Hospital e Cícera da Rua Nova,
representantes de associações e moradores da Zona Rural. “Num evento dessa
natureza, a população discute alternativas para que os municípios estejam
planejados para o futuro e com isso garantir que as pessoas estejam em
condições de viver com mais dignidade”, disse Aldo Santos, Secretário Estadual
de Agricultura e Reforma Agrária.
Durante o seminário, foi ministrada uma palestra pelo representante da Diocese de Pesqueira e da Articulação do Semiárido de Pernambuco (ASA), Itamar de Carvalho, que teve como público alvo agricultores, líderes comunitários, presidentes das associações, representantes dos sindicatos, da comunidade quilombola, funcionários e pessoas envolvidas das secretarias de educação, agricultura e assistência social do município. “Foi uma palestra onde fizemos algumas provocações de quais as ações que nós precisamos estar atentos para uma boa convivência com semiárido, quais as estratégias para que com uma próxima estiagem a gente consiga passar melhor e trouxemos elementos, alguns dados referentes a questão fundiária no semiárido, a questão do estoque de alimentos não só para nós humanos, mas para os animais, uma vez que mais da metade do rebanho foi dizimado agora nessa estiagem, então nós precisamos pensar um pouco mais na lógica da estocagem de ração, de bancos de proteínas, algumas estratégias que fortaleçam a agricultura familiar. Foi uma estratégia no sentido de estar alertando o poder público que estava presente e a sociedade da necessidade de se organizar, de fortalecer as associações e os agricultores para a convivência com o semiárido”, informou Itamar de Carvalho.
O Seminário de São Bento do
Una de Convivência com o Semiárido é o início da organização que os municípios
pernambucanos estejam sendo estimulados pelo Governo pelo Estado através da
Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária e Secretaria Executiva de
Agricultura Familiar à linha da convivência
com o Semiárido. “A ideia é que não só em São Bento, mas todos os municípios do
Semiárido Pernambucano possam elaborar seu Plano Municipal de Convivência com o
Semiárido. A organização formou uma comissão que vai fazer a escuta junto às
comunidades rurais, e da comunidade urbana, do que é prioridade de convivência
com o semiárido e incluir estes aspectos
no plano municipal. Isso será também elemento de discussão na Conferência Territorial
que vai acontecer em cada região de desenvolvimento do estado”, informou Itamar
de Carvalho. As orientações sobre a
conferência territorial serão repassadas a partir de uma capacitação que vai
haver do Garantia Safra, agora no dia 26 de setembro, em Arcoverde, e 27 em
Garanhuns, onde o Governo do Estado vai dar o norte das discussões que devem
ocorrer nos municípios para provocação de elementos que constituam esses
planos.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Grupos de Mulheres Rendeiras visitam experiências na Paraíba
| Participantes do Intercâmbio entre a Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção, Lage do Carrapicho e Coopetigre |
No dia 27 de agosto um grupo de mulheres
rendeiras da Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção e Comunidade Lage do
Carrapicho, de Alagoinha, acompanhadas pela Cáritas Diocesana de Pesqueira, realizaram
visita a Coopetigre, que é uma cooperativa de
Artesãs de São João do Tigre, na Paraíba, formada por mulheres de comunidades
carentes e de assentamentos do Cariri Ocidental. O objetivo da visita
foi a troca de experiência entre os três municípios.
A ideia do intercâmbio surgiu de uma
iniciativa da Cáritas Diocesana de Pesqueira com o intuito de ampliar a visão
de negócios das artesãs da Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção e da Comunidade
de Lage do Carrapicho. “Esse tipo de atividade tem contribuído para que as
mulheres conheçam outras realidades e interajam com outros grupos, tendo
estímulo para fabricar peças mais elaboradas e que no futuro, quem sabe, elas não
possam estar pensando numa coleção de renda renascença?”, disse Catarina
Márcia, Assessora pedagógica da Cáritas Diocesana de Pesqueira.
A visita foi acompanhada pela presença da
representante da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária-SARA/ Karlone
Barroca, que salientou a importância da atividade na elevação da autoestima das
rendeiras, como o “empoderamento das artesãs e fortalecimento de vínculos”,
disse Karlone.
A senhora Dirce, representante do Governo
Estadual da Paraíba, também participou do intercâmbio e colocou que temos um
desafio grande a ser superado “que é fazer com que a população jovem valorize a
Renda Renascença e vença o atravessador”, afirmou Dirce.
Na ocasião o grupo foi recebido na sede da
Coopetigre pelo grupo de mulheres e em nome das associados/as. Dona Maria de
Lourdes, a presidenta da associação, recebeu o grupo com uma dinâmica. “Conversar
com mulheres iguais a gente, que tem a mesma atividade que não seja do Tigre, é
uma honra e é bastante interessante”, disse Dona Maria de Lourdes.
Dona Lourdes ainda apresentou um pouco da
história do surgimento da Cooperativa e relata que hoje existem 40
associados/as, que antes de serem cooperadas, enfrentavam dificuldades com a
comercialização, risco, costura e atravessadores. Todos/as cooperadas pagam uma
mensalidade e esta mensalidade ajuda nas despesas e manutenção da sede. A
cooperativa possui sede própria, mas precisa de uma reforma.
Dona Lourdes colocou a importância do
trabalho comunitário, que também pode ser terapêutico “pois aqui esquecemos um
pouco nossos problemas pessoais, aqui a gente trabalha, conversa e se distrai
um pouco”, informou Dona Lourdes. “Sabemos que nosso trabalho tem muitas
qualidades, porém é difícil competir com a falta de emprego e de oportunidade
em nossos municípios, pois a realidade de Poção não é muito diferente daqui,”
completou.
Catarina
Márcia
Assessora
Pedagógica da Cáritas Diocesana de Pesqueira
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Intercâmbio de experiências entre índios Xukuru, comunidade Lage do Carrapicho e agricultores/as da Paraíba
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| Participantes do intercâmbio da Paraíba |
Dias 04 e 05 de setembro
a Diocese de Pesqueira, através da Cáritas Diocesana de Pesqueira promoveu mais
um intercâmbio de experiências, o primeiro dia na área indígena Xukuru e o
outro em Alagoinha, na Comunidade de Lage do Carrapicho. Participaram do evento
representantes do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ingá; Sindicato dos Trabalhadores de Agricultura
Familiar em Fagundes; Pastoral da Criança e Pastoral da Terra. Todas as
organizações da Paraíba, sendo representados pelos municípios de Ingá, Mageiro,
Campina Grande, Fagundes e Itaturuba.
Na área indígena o
evento aconteceu na Aldeia Santana, na Serra do Ororubá, em Pesqueira, e teve
como objetivo a troca de saberes locais entre os/as agricultores/as. Roseilda Couto, coordenadora do Programa Uma
Terra e Duas Águas conduziu o grupo até a área indígena. “É importante dizer
que trazer pessoas de outros estados para conhecer essas experiências é uma
forma de valorizar o trabalho dos agricultores e a troca de experiências entre os
mesmos”, informou Roseilda.
Quem recebeu os
participantes do evento na área indígena foi o representante da aldeia José
Bandeira, que fez uma retrospectiva dos antepassados Xukuru pontuando a
história de Xicão Xukuru, o renomado cacique que foi assassinado em 1988,
devido às lutas pela posse das terras na área indígena. “Junto com o cacique Xicão a gente fez a primeira retomada de terras na
aldeia São José, e depois na aldeia Caípe”, disse Seu José.
Hoje a etnia conta com
11.600 índios. Cada uma das 26 aldeias Xukuru possui uma liderança. A etnia
ainda conta com um cacique, que é Marcos Luídson, conhecido como Marquinhos; e
um pajé, Seu Zequinha.
A
etnia Xukuru - os Xukuru, conhecido pela organização
comunitária, possuem uma comissão interna para resolver os mais diversos tipos
de problemas ocorridos entre a etnia, que foi criado pelo cacique Xicão. Além
disso possuem um sistema de saúde e educação diferenciado. “A força grande ajuda a pequena, e a força
pequena ajuda a grande”, aprendeu Seu Absalão Francisco, participante de evento
e agricultor do assentamento José Antônio Eufrouzino, em Campina Grande.
Os Xukuru mantém uma
religiosidade típica dos índios do nordeste, com a dança do Toré e a
preservação de símbolos sagrados, como a Pedra do Rei do Ororubá, onde foi
enterrado o cacique Xicão e outras lideranças indígenas assassinadas devido aos
conflitos de terras.
Em relação às práticas
ecológicas, os Xukuru praticam a agroecologia na reserva, utilizando os
próprios recursos naturais para produzir insumos para as plantas, quando
utilizam os ensinamentos repassados pelos índios mais antigos.
Lage
do Carrapicho – o segundo dia do intercâmbio aconteceu na
comunidade Lage do Carrapicho, no município de Alagoinha/PE. O grupo foi acolhido
pela liderança da comunidade Dona Carminha e toda comunidade integrante, que fez
um resgate de como iniciaram as atividades na comunidade. Em 2005, vinte
famílias da comunidade receberam como incentivo do governo uma cabra, que
quando reproduzisse seria cedida para mais uma família que ainda não tinha sido
beneficiada. Esse foi o pontapé inicial para que os integrantes da comunidade
de Lage do Carrapicho pudessem perceber a importância econômica da criação
desse tipo de animal do semiárido, que requer pouca água e se alimenta da
vegetação endêmica.
Hoje em torno de 25
famílias trabalham ativamente com a criação de cabras nessa comunidade, o que
vêm trazendo bons resultados como: fabricação de iogurte, apoio do governo
estadual em ações de grande visibilidade – como o torneio leiteiro que acontece
todos os anos no mês de agosto. Dessa forma, o trabalho vem garantindo a
permanência das famílias na zona rural e em especial dos jovens que hoje
participam das ações/atividades, gerando mais perspectiva de sustentabilidade
nas suas bases e garantir o jovem no campo significa a segurança de não
acontecer o êxodo rural.
Mesmo durante esse
último longo período de estiagem, através de um fundo rotativo, muitas famílias
não passaram necessidades, pois estavam com a produção garantida.
Tais experiências
enriqueceram ainda mais a troca de experiências entre os/as agricultores/as que
vieram da Paraíba e os agricultores/as Xukuru e da comunidade da Lage do
Carrapicho.
Comunidade Armazém, em São Bento do Una, comemora chegada de cisternas
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| Missa comemorativa pela chegada das cisternas na comunidade Armazém |
Dia 31 de agosto a
comunidade de Armazém, em São Bento do Una, esteve em festa. O motivo é a
conquista de 26 cisternas de placa de 16 mil litros e 26 cisternas calçadão,
com capacidade de 52 mil litros, do Programa
Pernambuco Mais Produtivo. Na data festiva toda a comunidade esteve reunida
numa missa comemorativa, celebrada pelo Pe. Bento, e logo após uma recepção na
Escola Municipal Jerônimo Sobral.
A Cáritas Diocesana de
Pesqueira esteve prestigiando o momento com a presença de Itamar de Carvalho,
coordenador do Programa Pernambuco Mais
Produtivo; Devaldo Silva, técnico agrícola da Cáritas Diocesana de
Pesqueira e Adriana Leal, comunicadora popular da Cáritas Diocesana de
Pesqueira. “É um fruto de luta, pois
nada vem por acaso. Faço votos de sucesso e a partir dessa conquista, outras
virão”, comemorou Itamar. “Eu deixei roçado. Já plantei por último para não
perder a cisterna. E minha mulher já está plantando alface, coentro”, disse
Adalberto Ferreira, beneficiário de uma das cisternas, que esteve envolvido na
construção, e agora na plantação de hortaliças juntamente com a esposa, uma vez
que já podem utilizar a água da cisterna para regar as plantas. “Antes usava
água de um barreiro, era um esforço muito grande”, lembrou Seu Adalberto.
Atualmente a comunidade
já possui 76 cisternas, dentre as com capacidade para 16 mil litros e 52 mil
litros. A primeira é destinada ao suprimento de água para beber e cozinhar, e a
segunda para suprir água para produção de alimentos. “Esse ano nós temos que elevar as mãos para o
alto e agradecer as chuvas e a construção das cisternas na comunidade Armazém.
É motivo de alegria porque sem água a gente não pode viver”, disse Pe. Bento no
momento da missa, quando também incentivou a busca de outras melhorias para a comunidade. “A gente não precisa só de cisternas, é de
muitas coisas a mais”, confirmou a Dona Brasiliana, que é a Presidente da
Associação de Agricultores na Comunidade Armazém. Após a missa uma cisterna de
placa foi aspergida para oficializar a bênção da água na Comunidade Armazém.
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