quarta-feira, 23 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
MENSAGEM DA 19ª ASSEMBLEIA DA CÁRITAS BRASILEIRA
MENSAGEM DA 19ª ASSEMBLEIA DA CÁRITAS BRASILEIRA
“... e não havia necessitados entre eles” (Atos 4,34)
Os 216 participantes da 19ª Assembleia da Cáritas Brasileira, vindos das 182 entidades-membro, dos seus 12 Regionais, da Diretoria, do Secretariado Nacional e dos Bispos referenciais, bem como os representantes do Secretariado Latinoamericano e Caribenho de Cáritas (SELACC) e da Cáritas do Haiti, desejam partilhar a riqueza da reflexão crítica e os novos compromissos com seus milhares de agentes pastorais, pastorais sociais e entidades parceiras e com todas as pessoas comprometidas na luta em favor de um mundo sem fome e sem pobreza.
À luz da prática das primeiras comunidades cristãs, aprofundamos a reflexão iniciada nas bases sobre a realidade da Fome e Pobreza no Brasil e no Mundo. E isso nos comprometeu com a campanha mundial da Caritas Internationalis: “Uma Família Humana sem Fome e sem Pobreza”.
Mesmo reconhecendo alguns avanços com conquistas de políticas e programas públicos na vida de milhares de pessoas que se encontravam na pobreza extrema no Brasil, não estamos satisfeitos com a realidade existente em nosso país e no mundo. Como não indignar-se frente à morte precoce de dez mil crianças por desnutrição profunda a cada dia no mundo? Como não sentir a dor das 870 milhões de pessoas que passam fome? A existência de uma única pessoa com a vida ameaçada pela fome coloca em julgamento a qualidade ética da humanidade: estará contaminada pela globalização da indiferença, como questiona o papa Francisco?
A fome existente não é algo natural. É fruto da concentração da propriedade da terra, da riqueza gerada e da renda em mãos de uma minoria cada dia menor e que usa seu poder para concentrar ainda mais. É fruto também da submissão dos governantes das nações aos interesses dessa minoria em nome de um progresso que só destina migalhas para os direitos das pessoas.
Sendo a pobreza causada pela concentração da riqueza, ela somente será superada com uma profunda transformação estrutural da sociedade e com a distribuição dessa riqueza com critérios de justiça e de igualdade em relação ao direito à vida na Terra.
Para a Cáritas, não basta conhecer o número dos empobrecidos. Cada empobrecido é um ser humano, uma pessoa, com nome, que se encontra em situações concretas de vida e que não tem reconhecidos e garantidos muitos de seus direitos. São pessoas que amam, agem, resistem e são e querem ser protagonistas das lutas por seus direitos. Isso foi destacado na assembleia especialmente em relação aos povos indígenas, às comunidades quilombolas e tradicionais, aos agricultores familiares, às mulheres, às crianças e jovens, ao povo da rua, ao povo irmão do Haiti.
A superação da pobreza não pode ser medida apenas com critérios econômicos, como fazem o Banco Mundial, a ONU e o próprio Governo brasileiro. Ter renda igual ou pouco maior do que um dólar por dia não garante que as pessoas vivam com dignidade. Em relação à alimentação, é tão básico esse direito que deve ser normal que não faltem alimentos saudáveis e nutritivos nas mesas de todos os seres humanos.
Mas pessoas não vivem só de alimentos. Elas têm direito a viver num território com proteção social. Trata-se de um espaço urbano ou rural em que sua vida esteja protegida com infraestruturas públicas e serviços sociais de boa qualidade. Elas têm direito político de iniciativas autônomas e de exigir participação na formulação e na execução de políticas que garantam os seus direitos, a distribuição da riqueza e da renda e o destino justo dos recursos públicos.
O mestre Jesus de Nazaré foi taxativo: não se pode servir a Deus e ao dinheiro (Lc 16,13). Por isso, para amar como Ele amou, é preciso aproximar-se das pessoas empobrecidas e solidarizar-se com suas lutas, e, ao mesmo tempo, proclamar que a pobreza e a fome ofendem a imagem de Deus, que é a pessoa humana. Os empobrecidos, mulheres e homens, são os protagonistas do Reino de Deus, no combate à injustiça, à desigualdade, à concentração de riqueza e de poder, à indiferença; e na construção de sociedades humanas onde haja vida em abundância para todas as pessoas, realizando a inspiração do bem viver das comunidades cristãs originárias, pois nelas não havia necessitados porque tudo era colocado em comum.
Unida à Caritas Internationalis, a Cáritas Brasileira empenhar-se-á ainda mais em práticas que sejam sementes do Reino. Articulando melhor as iniciativas de economia solidária, de convivência com o semiárido e com os demais biomas, de comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais, de práticas agroecológicas, de cultura popular, de espiritualidade libertadora, ela procurará contribuir para que os empobrecidos usem de forma mais eficaz sua cidadania para avançar na conquista de melhores condições de vida e na construção de sociedades de convivência cuidadosa e harmônica entre seres humanos e com a Mãe de toda a vida, a Terra.
Contamos com a bênção de Deus e com o exemplo da esperança e profecia presentes no Magnificat de Maria, Mãe de Jesus e de todas as pessoas, para colocar em prática o que assumimos.
Brasília, 20 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Coordenadora da Cáritas participa de debate sobre a seca na rádio Pajeú
Na última terça-feira (15), a coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira e coordenadora executiva da Articulação no Semiárido Pernambucano (ASA-PE), Neilda Pereira, participou de uma entrevista no Programa Manhã Total, na rádio Pajéu AM 1500, na cidade de Afogados da Ingazeira. Também estiveram presentes a representante do Sindicato dos/as Trabalhadores/as Rurais (STR) de Afogados, Dôra Santos, e o coordenador da Pastoral Social da Diocese do município, Padre Luis Marques. A mediação do debate ficou por conta do radialista, Aldo Vidal.
A ideia foi aproveitar o último dia do Encontro Estadual de Agricultoras e Agricultores Experimentadores em Afogados, para debater as questões relacionadas ao período de estiagem - que já dura dois anos no Semiárido pernambucano - considerando a realidade do Sertão do Pajeú. No primeiro bloco do debate, Neilda explicou o processo de formação e mobilização social da ASA desenvolvido através dos Programas, assim como destacou o número de tecnologias hídricas construídas na região. “A ASA através das diversas experiências desenvolvidas pelos agricultores e agricultoras, tem discutido propostas de políticas públicas que considere as especificidades da região, bem como fortalecimento da agricultura familiar no estado”, reforça.
De acordo com Dôra, apesar dos avanços das políticas de convivência com a região semiárida, a situação do Pajeú é difícil, pois os principais mananciais de água se esgotaram e a qualidade da água que chega até a população é péssima também. “O que a gente percebe é que é necessário um conjunto de políticas que dê conta de amenizar o sofrimento das famílias durante a seca, pois as ações emergenciais são insuficientes”, afirmou.
O Padre Luis participou do segundo bloco do debate e fez um resgate do movimento que a igreja e as pastorais vêm fazendo ao longo do tempo, contribuindo na resolução dos problemas sociais. “A luta da igreja por terra, água e trabalho digno é antiga. O que falta é vontade política dos governantes, pois precisamos de políticas estruturantes para que os períodos de seca sejam vivenciados de outra forma, porém as ações não chegam na velocidade que as pessoas precisam” acrescenta.
Na oportunidade, ele ainda relembrou as questões levantadas pelo Frei Dom Luiz Cappio, em relação aos problemas da região e projetos que não contribuem para fortalecer a infraestrutura hídrica das populações.
Ainda durante o debate, a coordenadora executiva da ASA-PE falou aos ouvintes da necessidade de intensificar o processo de mobilização, já que a luta pela água deve ser permanente. “A Lei Estadual de Convivência com o Semiárido foi uma grande conquista para o povo do Semiárido pernambucano, porém precisamos que ela seja materializada em ações estruturantes, uma vez que a seca é uma característica da nossa região, portanto pautar esse debate e investir no controle social, é uma grande tarefa da sociedade civil organizada”, concluiu.
A ideia foi aproveitar o último dia do Encontro Estadual de Agricultoras e Agricultores Experimentadores em Afogados, para debater as questões relacionadas ao período de estiagem - que já dura dois anos no Semiárido pernambucano - considerando a realidade do Sertão do Pajeú. No primeiro bloco do debate, Neilda explicou o processo de formação e mobilização social da ASA desenvolvido através dos Programas, assim como destacou o número de tecnologias hídricas construídas na região. “A ASA através das diversas experiências desenvolvidas pelos agricultores e agricultoras, tem discutido propostas de políticas públicas que considere as especificidades da região, bem como fortalecimento da agricultura familiar no estado”, reforça.
De acordo com Dôra, apesar dos avanços das políticas de convivência com a região semiárida, a situação do Pajeú é difícil, pois os principais mananciais de água se esgotaram e a qualidade da água que chega até a população é péssima também. “O que a gente percebe é que é necessário um conjunto de políticas que dê conta de amenizar o sofrimento das famílias durante a seca, pois as ações emergenciais são insuficientes”, afirmou.
O Padre Luis participou do segundo bloco do debate e fez um resgate do movimento que a igreja e as pastorais vêm fazendo ao longo do tempo, contribuindo na resolução dos problemas sociais. “A luta da igreja por terra, água e trabalho digno é antiga. O que falta é vontade política dos governantes, pois precisamos de políticas estruturantes para que os períodos de seca sejam vivenciados de outra forma, porém as ações não chegam na velocidade que as pessoas precisam” acrescenta.
Na oportunidade, ele ainda relembrou as questões levantadas pelo Frei Dom Luiz Cappio, em relação aos problemas da região e projetos que não contribuem para fortalecer a infraestrutura hídrica das populações.
Ainda durante o debate, a coordenadora executiva da ASA-PE falou aos ouvintes da necessidade de intensificar o processo de mobilização, já que a luta pela água deve ser permanente. “A Lei Estadual de Convivência com o Semiárido foi uma grande conquista para o povo do Semiárido pernambucano, porém precisamos que ela seja materializada em ações estruturantes, uma vez que a seca é uma característica da nossa região, portanto pautar esse debate e investir no controle social, é uma grande tarefa da sociedade civil organizada”, concluiu.
Intercâmbio promove trocas de saberes entre famílias agricultoras
Um grupo de agricultores e agricultoras conheceu a experiência de vida e de trabalho com agricultura familiar agroecológica na área de Luiz Eleutério, na comunidade de Queimadas, município de Cumaru, no Agreste de Pernambuco. O encontro aconteceu entre os dias 10 e 11 deste mês. A iniciativa foi da Cáritas Diocesana de Pesqueira e contou com o apoio e articulação da Cáritas Diocesana de Caruaru.
Logo no início da visita e como forma de integração, o grupo participou de uma mística, onde houve apresentação dos participantes do intercâmbio e uma maneira também de conhecer a trajetória de transição da agricultura familiar agroecológica de Luiz Eleutério. “É muito importante esses momentos para a gente dividir com outras pessoas as experiências adquiridas durante muitos anos de trabalho com a terra e a natureza”, enfatizou o trabalhador rural.
Há 10 anos, Luiz vem participando das dinâmicas da ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro) como agricultor experimentador. Numa área de 15 hectares, ele vive e trabalha com a família. Está sempre criando outras alternativas de produzir, cuidar e lidar com a terra, a exemplo um canteiro construído em cima do Biodigestor como uma forma de aproveitar o espaço que geralmente fica vazio e a economia com a água que só é necessário aguar duas vezes por semana.
Na ocasião, o grupo de agricultores e agricultoras ainda teve a oportunidade de conhecer a cisterna telhadão. É uma tecnologia que além de servir de um espaço para armazenar a água da chuva, também dispõe de um galpão. O agricultor Luiz otimizou esse espaço, onde inseriu um pequeno criatório de galinhas e outros diversos tipos de objetos pertinentes a sua produção de canteiros.
“Podemos observar o cuidado e manejo com a terra que Seu Luiz tem para produzir de forma agroecológica. Além dos canteiros, ele também produz mudas de plantas que servem como defensivo agrícola nas plantações”, observou a coordenadora do P1+2, Roseilda Couto.
Célia Iracema dos Santos, da comunidade Malhada Branca, município de Buíque, foi uma das agricultoras que acompanhou o grupo e relata que foi um momento importante. "O intercâmbio foi muito enriquecedor, por todo o contexto das tecnologias, pois vem acrescentar um maior conhecimento e fortalecer a agricultura familiar, principalmente no nosso Semiárido", disse entusiasmada.
Biodigestor – É uma tecnologia social implementadas junto às famílias agricultoras, que gera gás para a cozinhar e em uma quantidade bem significativa. O Biodigestor é alimentado por esterco de vaca misturado com água, que passa pelo processo de fermentação e por um pequeno depósito com água gerando o gás, para que seja purificado e chegar até a cozinha.
Esse tipo de implementação despertou muita curiosidade nos agricultores que participaram do intercâmbio, da mesma forma o desejo e muitas perguntas sobre a possibilidade desse tipo de projeto ser executado nas suas comunidades.
No final, foi feita uma avaliação com o grupo de agricultores e agricultoras. O intercâmbio foi espaço de grande aprendizado e conhecimento de alternativas que pode contribuir para uma melhor qualidade às famílias. É através de um manejo equilibrado que é possível ter uma vida mais digna no Semiárido. E assim, o intercâmbio se configura como um espaço de mão dupla da construção de conhecimentos, quem visita as experiências aprende e quem é o anfitrião também aprende muito mais com as partilhas de vivências de cada um.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Dom José Luiz Ferreira Salles reúne agricultores/as em café da manhã
Mulheres e homens do campo se encontraram com o bispo da Diocese de Pesqueira, Dom José Luiz Ferreira Salles, nas dependências do espaço da Arca da Aliança, em Pesqueira. Durante um café da manhã, Dom José Luiz conversou com os agricultores e agricultores sore seus dissabores e esperanças na lida do dia-a-dia do meio rural. O encontrou aconteceu no último dia 11 deste mês.
A Cáritas Diocesana de Pesqueira estive representada pelo
coordenador de projetos, Itamar de Carvalho, e pelo articulador da organização,
Risaldo Gomes. O momento ainda contou com representantes do ProRural, Edivaldo
de Deus (Supervisor Regional da UGT
Arcoverde) e Cátia Elisa (Contadora).
Os agricultores e as agricultoras relataram o
descompromisso dos políticos com o povo do campo e o papel das organizações na assessoria
junto às famílias agricultoras. “Antes da
Cáritas Diocesana acompanhar a comunidade de Milho Branco, a gente bebia água
do mesmo barreiro que os animais bebiam. Uma água suja, mas a sede falava mais
alto. Hoje em dia, temos água de qualidade com as cisternas de placas”,
disse a trabalhadora rural e professora, Ivone Paixão.
Dom José ouviu atentamente as reivindicações e
queixas, valorizando o conhecimento e saber de cada um. Elogiou estarem
organizados em associações. Incentivou outros momentos de encontros, sugerindo
a Cáritas Diocesana que tenha esse olhar e tome essa iniciativa. “Importante a formação política, para não
sermos engolidos pelos ‘dragões’ que dão as costas ao povo e fazem manobras
violentas contra a soberania do povo”, enfatizou o bispo.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Encontro Estadual promete fortalecer troca de saberes entre agricultores/as experimentadores/as
Observação, inovação e experimentação. Estas são algumas das técnicas utilizadas por agricultoras e agricultores que moram no Semiárido. É a partir do manejo da terra e das águas, da conservação dos recursos naturais e do aproveitamento dos elementos disponíveis nas propriedades, que as famílias rurais conseguem resistir aos efeitos da estiagem e conviver com o clima e as peculiaridades da região semiárida.
Todo esse conhecimento estará reunido durante o Encontro Estadual de Agricultoras e Agricultores Experimentadores, que será realizado pela Articulação no Semiárido Pernambucano (ASA-PE), que acontece até a próxima terça-feira (15) na cidade de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, no Clube Campestre. O evento pretende aprofundar o debate sobre sementes, promovendo a troca de experiências entre agricultores e agricultoras, como parte do processo preparatório para o 3º Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores.
“O encontro estadual possibilitará que as agricultoras e os agricultores experimentadores mergulhem no universo das práticas experimentadas pelo conjunto das famílias, a partir das experiências desenvolvidas com base na valorização e preservação das sementes crioulas, no estoque de água e alimentos, entre outras técnicas utilizadas no Semiárido pernambucano. O fortalecimento desse processo no estado permite que os/as agricultores/as cheguem com um novo olhar para vivenciar o encontro nacional, que acontecerá no final do mês, em Campina Grande, na Paraíba”, explica a coordenadora executiva da ASA-PE, Neilda Pereira.
Os participantes visitarão experiências de agricultores/as que moram em Afogados da Ingazeira e municípios vizinhos. Durante à tarde será realizado um momento de troca de sementes entre os/as agricultores/as experimentadores/as, e na sequência será apresentada a síntese das experiências visitadas. O segundo dia se encerra com a preparação e definição dos nomes que irão compor a delegação que irá para Campina Grande (PB) participar do 3º Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores.
No último dia do encontro estadual (15), haverá apresentação e debate sobre o painel “Agricultores e agricultoras preservando a biodiversidade e cultivando vidas no Semiárido”. Ainda na parte da manhã, haverá um trabalho em grupo por território. Na ocasião, os participantes poderão fazer uma reflexão coletiva acerca dos aprendizados acumulados durante o encontro, como também os grupos definirão as estratégias para fortalecer o debate político sobre a temática das sementes no estado. O evento teve início deste domingo (13).
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Cáritas Paroquiais: Semana da Criança 2013!
Parabéns, Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis (Tupanatinga - PE)!
Parabéns, Cáritas Paroquial Dom Hélder Câmara (Venturosa - PE)!
Parabéns, Cáritas Paroquial Dom Hélder Câmara (Venturosa - PE)!
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