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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Diocese de Pesqueira participa de Encontro de Comunicadores da Articulação no Semiárido no Ceará


Durante três dias (07 a 09 de agosto) comunicadores e comunicadoras populares da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) participaram da Oficina Regional de Comunicação realizada no município cearense de Trairi. O evento teve como objetivo principal refletir coletivamente sobre a importância da comunicação na desmistificação da visão estereotipada do Semiárido, reforçando os princípios da convivência com a região e fortalecendo a ação em rede. Na ocasião, a Diocese de Pesqueira foi representada pela comunicadora popular Adriana Leal.

Cerca de 30 comunicadores (as) dos estados de Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Ceará e do Rio Grande do Norte, além da Assessoria de Comunicação da ASA (Asacom) participaram do encontro. A oficina contou com a facilitação do fotógrafo humanista João Roberto Ripper, do projeto Imagens Humanas e um dos fundadores da Escola de Fotógrafos Populares no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

Por meio de debates, rodas de diálogo, visitas de campo, exibição de vídeos, exposição de fotografias e exercícios práticos, o grupo pôde ser inserido no campo da comunicação popular e refletir sobre o papel da comunicação dentro da concepção política da ASA e de como ela dialoga com a prática do (a) comunicador (a). “A oficina de fotografia nos possibilitou ver mais além da foto, construir a essência da imagem, que surge inicialmente de um bom diálogo com o /a agricultor/a, no caso da comunicação popular da ASA”, aprendeu Adriana Leal.

No foco dos debates, a comunicação como um direito humano, a importância da fotografia na construção da história e na conquista dos direitos, além da criação dos estereótipos, que acabam provocando a rotulação de pessoas, comunidades e países.  “O estereótipo está sempre ligado a uma relação de poder. Não mostrar a beleza das classes menos favorecidas é uma função bem sábia do poder, seja político, industrial, comercial e de comunicação”, avaliou Ripper.


Entre as atividades da oficina houve a exibição do vídeo-documentário da escritora nigeriana Chimamanda Adichie. Através dele, os comunicadores e comunicadoras puderam perceber o quanto é arriscado ouvir uma única versão das histórias.  “Trazendo esta realidade para o semiárido, percebemos o grande desafio de quebrar os estereótipos levantados com o passar do tempo na região pela mídia, poder público e tentar construir uma nova história”, disse Adriana Leal.


Visitas às famílias agricultoras do Assentamento Várzea do Mundaú – Durante o encontro, os comunicadores e as comunicadoras conheceram experiências de convivência com o Semiárido no Assentamento Várzea do Mundaú. A Associação de Agricultores Familiares do Assentamento Várzea do Mundaú (ASSAFAM) abriu as suas portas para mostrar a sede da associação, onde funciona também a Casa Digital, que possibilita o acesso aos computadores e internet aos moradores do local.
Os/as comunicadores/as visitaram ainda experiências de viveiros de mudas e agroecológica na ocasião, agregando mais ainda o aprendizado da cultura local.  O almoço regional foi servido ao grupo na casa de Seu José Júlio e Dona Tica, onde funciona também uma unidade agroecológica familiar. O Seu José Júlio é também presidente da ASSAFAM.





sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nota pública da ASA em resposta à reportagem do Jornal O Globo



A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), rede que congrega mais de três mil organizações da região Nordeste e do Norte de Minas Gerais, vem a público esclarecer fatos publicados em matéria do jornal O Globo, intitulada “Em 10 anos, programa de cisternas fez menos da metade do que prometeu”, veiculada no dia 14 de abril de 2013, que afirma: foi justamente a inconstância dos repasses públicos que causou atraso no P1MC.”

No seu escopo original idealizado em 1999, o Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semiárido: Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), fez um cronograma no qual todas as cisternas estariam construídas num prazo de 5 anos, a partir do início do projeto. No entanto, é fato que não levamos suficientemente em consideração variáveis que poderiam interferir no processo tais como:  mão de obra capacitada, capacidade de disponibilização de material pelos fornecedores locais,  fluxo contínuo de recursos por parte dos financiadores que não apenas o Estado, o aparecimento de outros atores no campo da execução das politicas públicas e muitos outros. Além disso, como afirmou Valquíria Lima, em entrevista por e-mail à repórter Letícia Lins, do jornal O Globo, “o P1MC é uma ação que precisa da participação popular e a estimula através da mobilização social. Hoje, atingimos quase a totalidade dos municípios do Semiárido e, para executarmos o programa nessa capilaridade de cobertura, precisamos de mais tempo para ampliar, formar e capacitar a rede de organizações sociais que formam a  ASA. Desde 2000, também precisamos garantir que a nossa proposta – de construção das tecnologias de convivência com a região – tivesse os recursos garantidos dentro do orçamento da União. Na época em que pensamos o P1MC não tínhamos clareza de todas essas questões que vão se delineando ao passo que caminhamos, por isso a meta de cinco anos precisou ser ajustada de acordo com as realidades locais e do próprio programa.”

A meta de Um Milhão de Cisternas foi uma proposta da sociedade civil/ASA ao Governo Federal e não uma meta que o próprio Governo se impôs.

A nosso ver, no entanto,  importante é constatarmos a significativa melhoria de  qualidade de vida alcançada pela população do Semiárido, que hoje conta com mais de 700 mil cisternas construídas e entregues às famílias pelo vários parceiros do MDS, inclusive a ASA, numa ação ímpar de armazenamento e disponibilização desconcentrada e democrática  da água.

Importante também é registrar que nestes dez anos de ação se avançou, no campo do acesso à agua como direito humano fundamental, imensamente mais do que o construído pelas politicas de grandes obras e de armazenamento concentrado da água, do qual as famílias pobres e esparsas do Semiárido sempre foram excluídas.

E mister se faz reconhecer que essas mudanças as quais nos referimos não teriam sido possíveis sem a participação efetiva e comprometida do Governo Brasileiro.      

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tecnologias da ASA são mostradas em Feira Cultural do Colégio Dorotéia

Alunas apresentando maquete de barragem subterrânea

Dias 26 e 27 de setembro de 2012, o Colégio Santa Dorotéia, em Pesqueira, realizou a III Feira Cultura, com o tema Vivemos na Era da Complexidade. Na ocasião, a Profª Patrícia, do 5º ano, organizou uma sala com as tecnologias sociais da Articulação no Semiárido – ASA. Os alunos apresentaram maquetes de mandala, bomba popular, cisterna calçadão, barragem subterrânea e tanque de pedra. Houve também a distribuição de cordéis que retratam a realidade do semiárido e do boletim O Candeeiro, que mostra experiências empreendedoras de famílias que vivem no semiárido.
Os próprios alunos elaboraram as maquetes e apresentaram as tecnologias. E a procura pelos córdeis e boletins foi tanta que a mesa necessitou ser reposta. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Encontro Territorial do Agreste Meridional




            A Cáritas Brasileira Regional NE2 e a Diocese de Pesqueira nos dias 28 e 29 de setembro promoveram o Encontro Territorial do Agreste Meridional I e II, no município de Garanhuns-PE o qual terá como tema: Trajetórias de luta e resistência para efetivação da cidadania no Agreste Pernambucano. Buscando avaliar e fortalecer as ações de convivência com o semiárido no território a luz das experiências das famílias agricultoras na perspectiva da ampliação e consolidação do projeto de desenvolvimento rural sustentável.
           Busca-se com a realização desse encontro o fortalecimento da ASA no território a partir de proposições e iniciativas de inovações no campo da construção coletiva de conhecimentos. Bem como, da troca de conhecimentos e praticas saberes e fazeres, contribuindo para a consolidação das politicas de convivência com o semiárido.
        O evento terá como publico prioritário os agricultores(as) da região os quais trarão suas experiências .
            A asa tem como característica articular, promover espaço de discursões e ações, logo, tem-se por intuito formar propostas, baseada em formulações coletivas e consenso, para poder apresentar mais embasamento dos mecanismos e ferramentas de trabalho da ASA. Assim, aumentando a permuta de conhecimento e experiências, espera-se que os métodos de convivência com o semiárido sejam atualizados e mais sólidos.
            Muitos são os assuntos que envolvem a questão do bem estar do homem do campo pernambucano, pois, por ter uma das menores disponibilizações de recursos hídricos, necessita de politicas de otimização dos recursos.
            Nesse sentido, a educação deve ser contextuada, em varias abordagens, que venham a emoldurar e também deixá-la mais relevante, para a realidade do semiárido, pois a construção do conhecimento deve se dar de maneira à abrir os olhos, por cima das barreiras dos problemas.
            Num mundo onde as pessoas estão acostumando a comer de maneira quantitativa e menos qualitativa, fica necessário que seja abordado a questão da soberania e segurança alimentar, pois, muitos, trabalhadores rurais deixam de produzir seus alimentos para adquiri-los em mercado, que muitas vezes consomem conservantes, corantes, agrotóxicos e, sem necessidade disso, já que a alimentação se complementa sem ser necessário comprar aquilo que já existe em sua propriedade.
            As praticas sustentáveis terão muita relevância nesse encontro, pois a ideia de que produzir de maneira sustentável, é intrínseca da segurança alimentar, devido à agricultura familiar respeitar a não utilização de agrotóxicos como também, procura descartar o uso de sementes transgênicas, dando espaço às sementes crioulas na agricultura familiar.
            Apesar de a ASA ter uma vocação voltada para o bem estar humano e ambiental, no sentido de ajudar com praticas de convivência com o semiárido, não deve esquecer que somos seres capitalistas e o homem do campo precisa de subsídios financeiros para poder complementar suas necessidades. Com isso, será pautada também a questão da comercialização agroecológica, também, com o intuito de fortalecer a economia solidária pelo processo de “troca” de mercadorias entre produtores, evitando assim gastos extras e desnecessários, propiciando o desenvolvimento das relações entres membros da comunidade e saúde fisiológica e financeira.
            A ASA tem consciência que a seca é um fator climático natural e que a interferência humana altera esse fator, mas as consequências das estiagens podem ser amenizadas com intervenção humana também. Por esse motivo, serão colocadas em debate as grandes secas, juntamente com as concepções e experiências de estruturas para combate as estiagens como também as que de maneiras paliativas e emergenciais ajudam o homem do campo a vencer a seca.
            A agroecologia é uma temática muito atuante dentro desse contexto, por ressalvar a necessidade de produzir de maneira sustentável, limpa, respeitando as vocações regionais e ambientais. Onde se sabe que o excedente geralmente é comercializado nas cidades, trazendo logo à tona a temática de saúde publica, usando um artifício importantíssimo nas ações da ASA: A comunicação. Pois as articulações entre instituições pertinentes a ela se uniram por meio d intercâmbio de informações, o senso comum e principalmente a sabedoria do povo do semiárido.  
           
           
           
           
           
            

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Articulação no Semi-Árido (ASA) manifesta-se contra as cisternas de plástico

A Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) lançou nesta terça-feira (8), durante a 4º Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que ocorre em Salvador (BA), um documento alertando sobre o uso das cisternas de plástico. Esses reservatórios começam a fazer parte da política governamental para levar água às famílias do Semiárido, a partir do Programa Água para Todos, no contexto do Plano Brasil Sem Miséria.

No documento, a ASA elogia a decisão de universalizar o acesso à água no Semiárido, mas lamenta a utilização das cisternas de plástico como alternativa para alcançar esse objetivo. “As cisternas de plástico/PVC excluem a população local, não permitindo a sua participação no processo de reaplicação da técnica, criando dependência das empresas”, diz um trecho do manifesto.

A ASA já construiu 360 mil cisternas através do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC). Isso tem gerado autonomia para mais de 1.700.000 pessoas sobre a gestão da sua própria água. Também foram construídas quase 12 mil tecnologias de captação de água para produção de alimentos, entre taque de pedra, cisterna-calçadão, barragem subterrânea e bomba d’água popular.

O impacto da ação da ASA está descrito em outro documento, que também está sendo distribuído na conferência. Nesse mesmo texto, a Articulação se coloca contra a campanha de criminalização das organizações não-governamentais (ONGs). “A ASA, e as centenas de organizações que a ela se referem, se recusam a serem comparadas e confundidas, por quem quer que seja, com organizações que desviam recursos públicos”, ressalta o manifesto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

“O Veneno está na Mesa”: Uma luta contra os agrotóxicos e o agronegócio

A exibição do documentário “O Veneno está na mesa”, do cineasta Silvio Tendler, reuniu cerca de 240 pessoas no salão nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), na última quinta-feira, 20 de outubro. Estudantes, professores/as e agricultores/as puderam acompanhar a trajetória e os danos causados pelo uso dos agrotóxicos e como ele se relaciona à lógica do agronegócio. 

Documentário atraiu professores/as, estudantes e agricultores/as
O filme, produzido para a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vidadesde seu lançamento em julho, está circulando em diversos estados do Brasil, geralmente acompanhado pela diretor. A ideia é levar à população os perigos do uso dos insumos químicos com o propósito de estimular o debate em torno dessa questão, na perspectiva de combater o uso dos agrotóxicos e defender uma forma de produção agroecológica.
 
 “Desde 2008, o Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos”, destaca o documentário logo no início de sua exibição. Denunciando as formas de produção em massa que se utilizam dos defensivos químicos, degradando o meio ambiente e prejudicando a saúde da população, o filme do cineasta carioca, na noite da quinta-feira (20), levantou reflexões e discutiu a temática, trazendo à tona, principalmente, o papel da sociedade e do poder público no combate ao uso dos agrotóxicos.

Após a exibição do documentário de 50 minutos, montou-se uma mesa de debate com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, como o líder do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, a Presidenta da Associação das Agricultoras e Agricultores do Assentamento Chico Mendes III - São Lourenço da Mata/PE, Enilda da Silva, e do professor do Núcleo de Agroecologia e Campesinato (NAC/UFRPE) e presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA Agroecologia), Francisco Roberto Caporal. Silvio Tendler, que até então estaria presente, por motivos de saúde não pôde compor o momento. No debate, além da discussão em cima do extermínio do uso indiscriminado dos agrotóxicos, foram apresentados dados alarmantes sobre a atuação da agricultura paternal e como o país precisa avançar no sentido de minimizar os avanços desse modelo de produção que só visa o lucro. 
Da esq. para a dir.: Jaime Amorim, Enilda da Silva e Francisco Caporal.
Um dos pontos em questão foi o fato de no Brasil não existir uma política forte pra barrar esse tipo de produto na agricultura. “Enquanto nos Estados Unidos são necessários em torno de 250 mil dólares para registrar um principio ativo, no Brasil esse valor gira em torno de 33 a 100 dólares”, contemplou o professor Francisco. Assim, a importância da intervenção do governo e da atuação constante da sociedade aparece como cernes para a continuidade do debate.   
  
Incentivar a agricultura familiar e o consumo de produtos orgânicos ecoou de forma constante na fala dos participantes. Progressivamente, os debates estão aparecendo pelos estados e a luta por uma forma mais justa e saudável de produção poderá ser vislumbrada e contemplada no país. Quem sai ganhando? O Brasil e todos os produtores e consumidores dos produtos da agricultura familiar que abastecem a mesa dos brasileiros todos os dias, girando uma economia e fortalecendo a lógica agroecológica e sustentável do processo agrícola.    

Viva a agricultura Familiar

O Veneno está na Mesa faz uma chamada para a luta contra o agronegócio e destaca a importância do estímulo à agricultura familiar. Através das construções de políticas pelos poderes públicos alinhadas aos movimentos da sociedade, esses avanços começam a surgir. A importância do cultivo de uma agricultura saudável, livre do uso dos agrotóxicos, para um país que possui 70% da mesa composto pelos produtos da agricultura familiar, torna-se essencial para esse debate. Nesse sentido, Silvio Tendler esteve em Pernambuco no mês de outubro, e, através da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (FETAPE) pôde conhecer algumas famílias agricultoras da Zona da Mata pernambucana. Para o cineasta, esse momento servirá para a coleta de informações sobre a realidade de trabalhadores rurais no estado que irão subsidiar, em um futuro próximo, um novo documentário, dando continuidade ao debate nos país.  

Arméle Dornelas 
Comunicadora Popular da Cáritas Diocesna de Pesqueira e membro do núcleo de comunicação da ASA/PE

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O que você come?

Agricultores familiares trazem a importância de se combater o uso dos agrotóxicos e, consequentemente, estimular a alimentação de qualidade. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ASA participa do II Encontro Latino Americano de Gestão Comunitária de Água e Saneamento


Na última terça-feira, o II Encontro Latino Americano de Gestão Comunitária de Água e Saneamento foi iniciado em Cusco, no Peru. O evento ocorrerá até o dia 15 de setembro e conta com a participação de representantes de entidades públicas, privadas, associações, federações, ong’s, técnicos, profissionais, lideranças e a sociedade civil em geral, todos tendo na gestão da água seus focos principais de trabalho. Entre eles está a coordenadora executiva da ASA Brasil pelo estado de Pernambuco e coordenadora da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Neilda Pereira, a assessora do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) da ASA Brasil, Sandra Silveira, e o coordenador-geral de acesso à água do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) do Brasil, Igor Arsky. Os brasileiros irão integrar os debates que buscam dialogar sobre as oportunidades e mecanismos financeiros de acesso a água na America Latina e apresentarão a parceria na construção de cisternas entre a ASA e o MDS.
O objetivo central do evento em 2011 é explorar as diferentes alternativas para a criação e/ou ampliação de mecanismos financeiros de acesso a água nas regiões latino-americanas, contribuindo para um desenvolvimento sustentável. O momento criará espaços de troca de experiências que abordem iniciativas em gestão comunitária da água e de seu saneamento pelos países, fortalecendo os debates sobre a questão.

No encontro, a parceira da ASA junto ao MDS será compartilhada entre os participantes para mostrar a importância de serem feitas articulações entre a sociedade civil e o poder público na busca pela garantia do acesso a água para as populações que vivem em regiões de escassos recursos hídricos. Esse espaço levantará a trajetória desse trabalho e a importância da atuação da ASA para o fortalecimento da convivência digna no semiárido brasileiro.

Para Neilda Pereira, esse é um momento único para a socialização das experiências de gestão comunitária e saneamento da água na América latina, “Além de conhecer outras experiências vamos ter a oportunidade de apresentar as ações que temos desenvolvido na linha da convivência com o semiárido. No evento também teremos a oportunidade de participar do lançamento de uma publicação realizada pela Fundação da Avina sobre a ação da ASA como modelo de Governabilidade Democrática da água na América Latina, então, será um importante momento para a ASA” reforça Neilda.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cáritas Diocesana promove capacitações para agricultores/as familiares

Com a parceira firmada entre a Articulação no Semi-Árido Pernambucano (ASA/PE)  e o Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (Prorural) do governo do estado, a Cáritas Diocesana de Pesqueira deu inicio às capacitações e implementações previstas nas ações do projeto. Até a penúltima semana do mês de agosto, cerca de 500 famílias agricultoras foram capacitadas a lidarem de maneira correta com os recursos hídricos, além de conhecerem a importância da utilização sustentável da água para o meio ambiente e para a sociedade. Noções de preservação da natureza e do respeito com a terra também são passadas aos trabalhadores rurais. Os ensinamentos  estimulam nos agricultores uma visão mais consciente do semiárido, bem como o seu papel como cidadão na realidade onde moram.

As capacitações são ministradas por educadores populares da região que, através de uma metodologia simples e atrativa, despertam nos participantes a importância de conhecer a terra onde vivem e a partir disso, pensarem em praticas que contribuam para  melhorias na qualidade de vida. Tupanatinga, Sertânia, Pesqueira e Buíque foram os municípios que inicialmente participaram das capacitações proporcionando aos agricultores dessas regiões a oportunidade de conhecerem experiências de gerenciamento e recursos hidricos e convivência com o semiárido.  A cidade de Poção  também terá famílias participando das capacitações ainda no mês de agosto e os municípios de Alagoinha, Pedra, Sertânia, Venturosa, Águas Belas, Bom Conselho, Caétes, Canhotinho, Itaíba, Iati, Jucati, Lagoa do Ouro, Lajedo, Paranatama, Saloá, São Bento do Una e São João também serão  atingidos durante o decorrer dos dez meses de parceria. Ao total, serão 2.737 famílias contempladas com cisternas e capacitadas, alavancando assim o processo rumo a solidificação da qualidade de vida nas regiões semiáridas. 

Encontro em Pesqueira estimula a autonomia do homem e da mulher do campo

Agricultores/as que participaram do encontro em Pesqueira
Rubiana de Melo Brito, jovem trabalhadora rural, veio de Venturos para se juntar aos cerca de 40 participantes do Encontro Territorial de Agricultores e Agricultoras que integram o Programa Uma Terra e Duas Águas da Articulação no Semi-Árido (ASA) organizado pela Cáritas Diocesana de Pesqueira. O evento aconteceu em Pesqueira nos dias 30 e 31 de agosto e ocorreu juntamente com o Encontro Comunitário, organizado pela mesma instituição. Os dois momentos aconteceram de forma integrada e buscaram despertar nos agricultores e agricultoras a consciência da importância da organização e da busca pelos seus direitos e políticas públicas que possam impactar positivamente a realidade nos municípios desses trabalhadores.

O momento contou com a presença de trabalhadores/as vindos de diversas cidades as quais a Cáritas Diocesana de Pesqueira atua. Além de Venturosa e Pesqueira, os municípios de Buíque, Tupanatina, Arcoverde, Sanharó, Lajedo e Poção estavam representados no acontecimento. Os dois dias, de intensas atividades, possibilitaram a troca de informações e o diálogo sobre a realidade de cada cidade presente. Os agricultores/as puderam construir coletivamente as perspectivas para as melhorias da qualidade de vida de seus municípios e avaliaram a realidade e as necessidades e dificuldades de cada região. 
Dentre os pontos abordados, os mais citados foram os que se referiam ao seguro safra, às necessidades de postos de saúde locais, da educação contextualizada, do transporte escolar, da conscientização do acesso ao crédito e de informações sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A importância da união e organização dos trabalhadores para garantir esses direitos também foi bastante enfocada. Entre os agricultores, ficou clara a importância de existir uma mobilização nas comunidades para que o acesso à essas políticas e benefícios possam acontecer, mas também que é necessário discernir o que é o assistencialismo e o que o grupo pode fazer para que a melhoria da qualidade de vida seja fruto, principalmente, de seus esforços. 

“Hoje, vou levar muita coisa daqui, acordar as pessoas para as necessidades do município, da importância de um posto de saúde em Venturosa, por exemplo. Também mostrar a elas que elas podem produzir e garantir o seu próprio sustento”, fala a agricultora Rubiana. Além da jovem, todos os outros participantes do encontro puderam levar para as suas comunidades a motivação de se mudar e melhorar a realidade onde vivem.

Gradativamente, a vida no semiárido passa a ganhar perspectivas de desenvolvimento econômico e social. O acesso a informação é um passo crucial nesse processo e a Cáritas Diocesana de Pesqueira entra nesse meio para impulsionar essa autonomia do homem e da mulher do campo e multiplicar o conhecimento entre os agricultores e agricultoras pernambucanos. 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dia do Agricultor Familiar – Experiências de sustentabilidade no semiárido


Seu Cícero e sua plantação de Maxixe orgâncio
Em homenagem ao dia do agricultor familiar - 28 de julho – o Solidariedade pela Vida trouxe casos exitosos e que contemplam histórias de luta e dedicação de agricultores e agricultoras do sertão e agreste pernambucano. Esses trabalhadores são o grande exemplo de que a agricultura pode gerar frutos, girar uma economia, estabelecer a cidadania e o protagonismo rural e ainda estimular a esperança de se conviver com dignidade no semiárido.   

Responsabilidade social e ambiental, criatividade, determinação e otimismo recheiam o histórico de vida de cada agricultor descrito na reportagem. Eles representam os cerca de 13 milhões de brasileiros que se dedicam ao trabalho no campo e movimentam 70% do mercado alimentício nacional.

Com o apoio de instituições que incentivam a convivência sustentável no semiárido, como a Articulação no Semi-Árido (ASA) - fórum que a Diocese de Pesqueira faz parte através da Cáritas Diocesana - a vida de vários agricultores passou a tomar novos rumos, garantindo a continuidade do trabalho no campo e redobrando as esperanças de agricultores e agricultoras no semiárido.
A Construção de um Novo Caminho no semiárido
No povoado de Pindoba, em Alagoinha, os moradores descobriram uma nova forma de viver bem com o trabalho no campo. Através da Associação Comunitária de Agricultores e Artesãos do Povoado de Pindoba, os moradores da região começaram a ver impactos positivos em seu meio através do trabalho no campo e da produção de arte.


“A agricultura e o artesanato são o que temos de melhor e espero continuar com eles”, comenta o presidente da Associação Comunitária de Agricultores e Artesãos do Povoado de Pindoba, Lorival Alves dos Santos. Os dois ofícios caminhando juntos na região trazem uma nova perspectiva para a produção agrícola, mobilizam toda uma comunidade e colocam o semiárido como referencia internacional. Daqui para frente Seu Lorival só tem espaço para o otimismo: “A gente sempre espera que o futuro seja melhor, porque se a gente for pensar em um futuro pior, vai andar pra trás”, comenta.
Nas terras de Pindoba, existem diversificados tipos de plantações, porém, o principal produto é o milho. Essa cultura aparece como fundamental não só para a alimentação das famílias, mas serve como matéria prima para a confecção do artesanato local. Com a intervenção da Articulação no Semi-Árido (ASA), através da Cáritas Diocesana de Pesqueira, a comunidade local pode fortificar sua produção. Isso porque em 2010 o povoado foi beneficiado com um tanque de Pedra, melhorando o acesso a água, o que estimulou o cultivo da agricultura.

Os quarenta e cinco integrantes da Associação local, entre homens, mulheres e jovens, dedicam-se a agricultura ou ao artesanato, e até mesmo aos dois ao mesmo tempo. Bolsas de variados modelos, bonecas, luminárias, flores, mesinhas de centro, revisteiros entre outros produtos de palha são confeccionados a partir da cultura do milho e já participaram de diversas Feiras de Artesanato nacional e estadual, como a Fenearte. E essa abrangência não se restringe apenas ao mercado brasileiro, o trabalho do povoado de Pindoba já chegou a países como Portugal, Itália e Alemanha.



Artesanato de palha feito em Pindoba

Outro caso que merece destaque é o de Rubiana de Melo Brito. Ela é um claro exemplo do protagonismo juvenil na agricultura. Com apenas 20 anos, a jovem é presidente da Associação dos moradores do Sítio Simião, em Venturosa, e integrante de alguns projetos sociais na comunidade.
Diferente de muitos jovens que se mudam para capitais em busca de uma vida melhor, Rubiana possui um olhar diferenciado e vem se dedicando cada vez mais às suas hortaliças e pés de frutas que futuramente ainda pretende comercializar. Essa determinação começou depois que a agricultora ingressou no Programa Uma Terra e Duas Águas da ASA, em 2010.
A família de Rubiana foi beneficiada com uma Cisterna Calçadão e outra de 16 mil litros. Além das tecnologias, um importante fator para seu desenvolvimento agrário foi a participação da jovem em intercâmbios de conhecimento junto a outros agricultores, proporcionados pela Articulação. Assim, ela pôde conhecer uma nova agricultura, uma agricultura sustentável.

Os novos conhecimentos fizeram com que a jovem ajudasse de maneira concreta a família no campo, gerando cada vez mais produtos e contribuindo com o meio ambiente. Esse zelo ambiental ela faz questão de propagar dentro de sua comunidade, conscientizando os outros moradores sobre a responsabilidade com a terra.

Rubiana está construindo seu papel como jovem protagonista no semiárido. Atuante e transformando a sociedade onde vive, a jovem destaca-se por sair do lugar comum e já sabe o que quer: “Daqui a vinte anos quero estar trabalhando no campo, em uma propriedade maior e com uma produção cada vez melhor”. Assim, Rubiana firma-se como uma esperança na agricultura familiar, no semiárido, no Brasil e na vida de muitas pessoas.

Assim como em Alagoinha e em Venturosa, o Sitio Periperi em Buíque também traz um interessante caso da agricultura familiar. Na região mora Sonia Maria Barbosa Manzo. A terra da agricultora é recheada de plantações diversas, em tamanho, cores e gostos. A trabalhadora de 39 anos começou a desenhar uma nova forma de aperfeiçoar sua produção no campo, respeitando o meio ambiente, a saúde de sua família e integrando um ciclo sustentável no semiárido.

Chegar hoje à propriedade de Sonia é deparar-se com plantações verdes e ricas, mas essa vista só tornou-se real há alguns anos. Antes, a rotina era difícil no Sítio Periperi, os moradores precisavam caminhar cerca de 10 quilômetros em busca de água. Mas em 2004, Sonia conheceu a Articulação no Semi-Árido (ASA) e através do projeto Uma Terra e Duas Águas, executado na região pela Diocese de Pesqueira através da Cáritas Diocesana, foi beneficiada com uma Cisterna de 16 mil litros e em 2009 com uma barragem subterrânea. 
A partir dos novos mecanismos de captação de água das chuvas, a agricultora passou a produzir e criar plantações antes não existentes em seu espaço. A nova perspectiva de utilização da água redobrou sua motivação para os afazeres no campo. As culturas abastecem a mesa da família agricultora e há três meses também servem na comercialização e no sustento da casa.

A parceria com o meio ambiente também apareceu de maneira forte. A extinção do uso do agrotóxico em suas produções é o retrato da conduta sustentável que Sônia leva em seu trabalho. A agricultora substitui o nocivo veneno pela urina do gado e pela manipueira, o que garante a qualidade da cultura que ela produz. “A gente só vai plantar coisas saudáveis aqui”, diz satisfeita. Essa atitude também faz com que suas plantações vivam e cresçam cada vez mais e com qualidade.

Outra ação que contribui para seu trabalho e para o meio ambiente é a forma como ela reaproveita as plantas mortas de seu território. A cultura que não floresce mais é utilizada como adubo para as outras plantações, evitando as queimadas e também otimizando os espaços no território o que permite um manejo adequado da terra, evitando o desmatamento e impedindo a desertificação.
Sônia e a barragem subterrânea que garante a água para as plantações
Com água de qualidade e alimentação saudável, Sônia promove o ciclo sustentável dentro de seu território. Dessa forma, sua família e a comunidade de Malhada Branca integram as boas perspectivas para a agricultura familiar, vivendo de seu excedente e alimentando-se de suas esperanças cada vez mais saudáveis.

Rubina, Lorival e Sonia representam diversos trabalhadores e trabalhadoras rurais que seguem na luta por uma agricultura saudável e que renda frutos para suas famílias, para a comunidade e, principalmente, para o dia a dia no semiárido. Incentivar e buscar políticas públicas que priorizem essa camada da população é pensar na sustentabilidade do processo agrícola, que respeita o meio ambiente e que chega à casa de milhões de brasileiros todos os dias. A agricultura como motor econômico pode integrar o ciclo sustentável no Brasil, criando novas alternativas e incentivando outros setores, integrando assim o desenvolvimento social, ambiental e econômico de todo o país.

Casal de agricultores familiares


Frutos da agricultura familiar, livres de agrotoxicos

Arméle Dornelas
Comunicadora popular da Cáritas Diocesana de Pesqueira e mrmbro do núcleo de comunicação da ASA PE.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ASA debate propostas para as mudanças climáticas na Caatinga

Começa nesta quarta (25) e segue até sexta-feira (27), em Petrolina (PE), o Seminário de Mudanças Climáticas no Bioma Caatinga, idealizado pelo Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS) em parceria com a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA). O evento reúne 50 participantes, entre representantes do governo, organizações sociais e da igreja, indígenas e agricultores/as.
Esse público irá debater os riscos das variáveis climáticas e como os sinais dessas mudanças interferem na vida da população, assim como quais as diretrizes para uma melhor adaptação e convivência com essa realidade, através de soluções sustentáveis e da conscientização para uma mudança de atitude ambiental. 
A ASA está sendo representada no evento por agricultores, coordenadores e também pelo Grupo de Trabalho de Combate à Desertificação (GTCD), na pessoa de Paulo Pedro. Também marcam presença integrantes da Comissão Indigenista Missionária (CIMI), da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Além de debates e depoimentos, a proposta é criar um planejamento com ações concretas para a convivência na Caatinga em meios às mudanças climáticas, com a participação das populações que vivem e convivem diretamente com essa realidade, principalmente as agricultoras e os agricultores.
A inovação deve ser um dos pontos forte do evento. Conciliar ações já praticadas em diversas regiões brasileiras e em outros países do mundo a novas alternativas, apoiando-se ainda no campo da agroecologia, da energia, do transporte e da água, é um dos desafios norteador fundamental. A proposta é que surjam novas correntes de reflexões, priorizando o exercício do pensar e construir dos participantes em prol da solução de um mesmo problema relacionado às mudanças climáticas na Caatinga.
Nesse contexto, o coordenador executivo da ASA pelo estado da Paraíba e um dos membros da organização do seminário, Arivaldo José Sezyshta, avalia que a rede tem uma importante contribuição a dar. “O evento é de grande importância, pois reafirma as ações já desenvolvidas pelo conjunto da ASA, que tem contribuído na mitigação desses efeitos climáticos e atua fortemente no combate a desertificação”, afirma o coordenador.
Unificar o FMCJS, a ASA, todos os outros órgãos sociais e o público presente no evento, aperfeiçoará o caminho rumo a uma conscientização para a mobilização ambiental visando políticas públicas concretas. Através da integração de todos esses atores sociais, um diálogo saudável com a Caatinga em meio às mudanças climáticas poderá ser desenhado e amplamente aplicado, facilitando e melhorando a qualidade de vida nessas regiões e em todo o Brasil. 

FMCJS – O Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social é uma organização que tem o papel de articular as pastorais sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os movimentos sociais e as entidades da sociedade civil  com o objetivo de disseminar informações e gerar uma consciência crítica dos cidadãos visando contribuir no enfrentamento das causas estruturais do aquecimento global que provoca mudanças climáticas em todo o planeta.

De acordo com o 4º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), de 2007, os dez anos mais quentes da história estão no período de 1995 a 2006, considerando a temperatura média global da superfície da Terra e dos oceanos no período desde 1850 .A taxa de aumento entre 1850 e 1899 foi 0,57ºC, enquanto que entre 2001 e 2005 essa taxa passou para 0,95ºC, correspondendo a um aumento médio no período de 0,76ºC. Nessa direção, o relatório prevê um aumento médio global das temperaturas entre 1,8ºC e 4,0ºC até 2100.

O FMCJS, já atento para esse fato, vem debatendo a importância de um consciente coletivo para a construção de um modelo de desenvolvimento atrelado a sustentabilidade do meio ambiente.  A busca pela compreensão do que se passa com o planeta e a preocupação com os desastres socioambientais que afetam cada vez mais a vida de milhares de pessoas levou o fórum a planejar diversos seminários e encontros em diferentes regiões do País. O intuito é incentivar a realização de debates e o amadurecimento do pensamento coletivo a respeito do que vem acometendo o mundo de maneira gradual: o aquecimento global e suas danosas consequências.


Arméle Dornelas
Comunicadora Popular
Cáritas Diocesana de Pesqueira

Essa matéria também saiu no "Compartilhando Ideias" boletim semanal e nacional da ASA Brasil e pode ser conferida no site do Fórum através desse link.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conheça tudo o que aconteceu no II Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores

Em Pesqueira, interior de PE, os dias 27, 28 e 29 de abril foram marcados por místicas, debates, músicas regionais e intercâmbios de conhecimentos entre agricultores e agricultoras de todo o país. Sem dúvida, três dias que solidificaram as ações da ASA Brasil no semiárido nacional.

Para deixar você pode dentro do que aconteceu no encontro, o Blog da Cáritas Diocesana, como uma das organizadoras do evento, reuniu todas as notícias relacionadas aqui nesse espaço!

São materias, entrevistas, videos, fotos e, principalmente, a certeza de que esse foi um importante momento para a agricultura sustentável e a convivência com o semiárido.  

Clique nos titulos para acessar a página da reportagem.

II Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores do Semiárido - Retrospectiva

Dia 27 de abril de 2011





Dia 28 de abril de 2011



Matérias Especiais

Entrevistas e Depoimentos
Intercâmbio de experiências é ponto alto do Encontro        


Confira mais fotos no flickr da ASA Brasil.


Arméle Dornelas
Comunicadora Popular
Cáritas Diocesana de Pesqueira