quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia do(a) Agricultor (a) Familiar: Uma celebração à convivência com o Semiárido


Nesta quinta-feira (25), é celebrado em todo o Brasil o Dia do (a) Agricultor(a) Familiar. A agricultura familiar tem muito a conquistar ainda, mas são inegáveis os avanços e conquistas do trabalhador e trabalhadora rural do nosso Semiárido brasileiro, em particular no Semiárido pernambucano.
Família de agricultores beneficiária das tecnologias sociais de
captação de água da chuva.
Nada chegou de “graça” e em vão para o homem e a mulher do campo. Os avanços estão sendo conquistados com organização, participação e as lutas de muitas bandeiras. E a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), rede que envolve nove estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) que estão na região semiárida do país, tem um papel importante nas mudanças ocorridas no meio rural nas duas últimas décadas.
Através de suas ações e programas, a ASA vem atuando no desenvolvimento de políticas de convivência com o Semiárido. São agricultores e agricultoras que constroem processos participativos para o desenvolvimento e sustentabilidade da região com mais dignidade e justiça social, sem perder de vista o saber e as tradições culturais locais dos povos que habitam o Semiárido.
As tecnologias sociais - como cisterna de placas, cisterna-calçadão, barraginha, barreiro trincheira, barragem subterrânea e tantas outras - têmcontribuído diretamente na vida dessas famílias. Essas tecnologias não só melhoram a vida das pessoas, com água para consumo e para produção de alimentos com qualidade, mas também para a auto-organização das comunidades que ainda movimentam a economia local, pois a mão-de-obra para a execução destas tecnologias é da comunidade e todo o material de construção é comprado no comércio local. Até o início de maio deste ano, 487.162 famílias foram beneficiadas no Semiárido pelas diversas tecnologias sociais, garantindo segurança e estoque hídricos por um bom período do ano.
Esse conjunto de dinâmicas e processos vivenciados pelas famílias agricultoras não é diferente em Pernambuco. Graças à rede de organizações que compõem a ASA Pernambuco tem-se avançado na efetivação de uma Política Estadual de Convivência com o Semiárido deixando para trás o velho e retrógado discurso e prática da Indústria da Seca.
A seca é um fenômeno natural e cíclico que não se enfrenta, nem se erradica. Nesta perspectiva a ASA/PE elaborou um Plano de Convivência, fruto da participação e proposição dos (as) agricultores (as), lideranças e diversos representantes da sociedade civil organizada. As ações propostas no plano têm influenciado diretamente para discussão dos planos municipais e estadual de convivência com o Semiárido.
As famílias agricultoras do Semiárido pernambucano são protagonistas de mudanças e avanços na agricultura familiar, com todo o seu universo diverso: agroecocologia, juventude rural, trabalhadora rural, soberania alimentar, educação contextualizada, produção, comercialização e assistência técnica.  A agricultura familiar tem suas especificidades que devem ser consideradas nas construções das políticas, com homem e mulheres capazes de construir suas próprias histórias. A efetivação da Política Estadual de Convivência deve estar dentro dessa realidade e das necessidades das famílias. É preciso que os Governos estejam atentos a toda essa dimensão da agricultura familiar, buscando otimizar recursos e canalizar as políticas públicas para o desenvolvimento e estruturação da agricultura familiar no Estado para que elas (as famílias agricultoras)  vivam na região com dignidade, empoderamento e sustentabilidade. 


Neilda Pereira - Coordenadora Geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira/PE e Coordenadora Executiva da ASA no Estado de Pernambuco.

sábado, 20 de julho de 2013

INTERCÂMBIO INTERESTADUAL REALIZADO NOS DIAS 04 E 05 DE JULHO DE 2013



Dias 04 e 05 de julho a Diocese de Pesqueira participou do Intercâmbio Interestadual no município de Lagoa Seca-PB, onde foram recepcionados pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Participantes do Intercâmbio Interestadual.
 Foto: Roseilda Couto
As famílias tiveram a oportunidade de conhecer experiência de produção coordenada pelo jovem Gilvan, onde o mesmo desenvolve sua produção ao redor da cisterna, criação de animal de pequeno porte e venda do excedente da produção em feira agroecológica. Na ocasião os participantes deram depoimentos sobre o desenvolvimento da agroecologia com o auxílio da água da chuva captada através das tecnologias sociais. Quem acompanhou o intercâmbio foi Roseilda Couto, Coordenadora do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).  “O objetivo deste intercâmbio é despertar nas famílias a vontade de trabalhar de forma sustentável garantindo assim a segurança alimentar", disse Roseilda.

O grupo ainda visitou a outra experiência no município de Areial – PB, sendo foram recebidos pelo AS-PTA e Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), onde tiveram oportunidade de conhecer a experiência do STR no fortalecimento da agricultura familiar do município, a repercussão das implementações do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) na vida das famílias e a importância de armazenar a semente criola –que são chamadas também de sementes da paixão. Na ocasião puderam trocar experiência com  Maria Lúcia, que recebeu o grupo em sua propriedade, e falou da importância de zelar e desenvolver atividades através das implementações.


Na avaliação do intercâmbio as famílias reafirmaram o anseio de melhorar a qualidade de vida através da convivência com o Semiárido. E como encaminhamento cada um/a ficou com o compromisso de repassar para as outras famílias que não participaram desse momento, a experiência que aprenderam durante o intercâmbio e colocá-la em prática.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Cáritas Diocesana de Pesqueira participa de Encontro da Pastoral da Comunicação




Dia 13 de julho aconteceu o I Encontro de Comunicadores da Pastoral da Comunicação, no Centro Pastoral João Paulo II, em Pesqueira. A Cáritas Diocesana de Pesqueira foi representada pela jornalista Adriana Leal, que atua na função de comunicadora popular da Cáritas Diocesana de Pesqueira. Um dos principais objetivos do encontro foi organizar a Pastoral da Comunicação (Pascom) na Diocese de Pesqueira.

Encontro da Pascom no Centro João Paulo II, em Pesqueira.
Estiveram presentes no evento representantes da Fundação Terra; Paróquias de Buíque, Pedra, Poção, Arcoverde, Venturosa, Belo Jardim, Fazenda Nova, Arcoverde e Pesqueira; Santuário da Divina Misericórdia (CEDEC); Associação dos Portadores de Direitos Especiais (PODE) e Setor Juventude.
A Pascom na Diocese de Pesqueira está organizada em 13 comissões pastorais, é a 11º Comissão Pastoral para a Comunicação e faz parte do Regional NE 2 na CNBB.

Durante o encontro foi reforçado a importância da comunicação do âmbito da Diocese de Pesqueira.  “Comunicação na igreja não é um apêndice. Nós passamos por todas as pastorais e precisamos delas para fazer a comunicação. A Pascom é uma pastoral que tem uma incidência muito grande sobre todas as pastorais da igreja”, disse Pe. Edson Rodrigues, da Pascom e organizador do evento. “É impossível caminhar sem uma estrutura de comunicação na igreja”, reforçou Pe. Edson.

A necessidade de treinamento também foi outro ponto reforçado para os que atuam na área de comunicação. “A capacitação na área de comunicação é fundamental para os que atuam no setor, devido à dinâmica da globalização nos dias atuais, onde tudo muda com uma rapidez impressionante, além do advento a cada dia de novas tecnologias”, disse Adriana Leal, comunicadora popular da Cáritas Diocesana de Pesqueira.

Durante o encontro foram definidas as pessoas que serão referência nas instituições e paróquias na Pascom e definidos encontros para formação da Pascom nas paróquias através de momentos de visita e formação com o Pe. Edson Rodrigues e equipe. 

Diocese de Pesqueira recebe Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos de Bom Jardim para Intercâmbio de Experiências


Momentos do Intercâmbio com a Agroflor em Buíque
Dia 11 de julho a Diocese de Pesqueira recebeu 32 famílias encaminhadas pela Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos de Bom Jardim (Agroflor), que tiveram a oportunidade de conhecer diversas tecnologias sociais de captação de água da chuva, como cisterna enxurrada, cisterna calçadão e barreiro trincheira no município de Buíque, na comunidade Serra Baixa.

O evento acompanhado pela coordenadora do P1 + 2, Roseilda Couto, foi organizado no âmbito do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que tem como finalidade principal a captação de água para produção de alimentos, otimizando a questão da segurança alimentar e nutricional no Semiárido.
Os intercâmbios, além de promover a visualização das tecnologias sociais, ainda oferecem a oportunidade da construção do saber compartilhado e do fortalecimento da mobilização social, que tem trazido muitas mudanças na melhoria da qualidade de vida das famílias, através de políticas públicas contextualizadas e construídas junto com as comunidades.

Programa Uma Terra e Duas Águas - O programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido atua nos eixos de segurança e soberania alimentar através do manejo sustentável da terra e das águas e surgiu a partir das experiências vivenciadas pelos agricultores (as) experimentadores do semiárido brasileiro, bem como, do trabalho das organizações da sociedade civil que compõe a articulação do semiárido (ASA).

No intuito de atender as famílias que já possuem a primeira agua para o consumo humano, surge o P1+2, que vem contribuindo para que os agricultores (as) possam aumentar sua produção de alimentos, com qualidade, tanto para o consumo das famílias como também para comercialização do excedente.
O programa vem proporcionando as famílias outras alternativas de convivência com o semiárido, como produção de alimentos a partir de quintais produtivos e criação de pequenos animais, com isso favorecendo as mesmas com uma alimentação mais saudável.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cáritas Diocesana de Pesqueira promove artesãs na XIV Fenearte


Mais um ano seguido a Cáritas Diocesana de Pesqueira promove a arte e cultura do estado de Pernambuco levando às artesãs da Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção para mostra de arte da renda renascença, e a Associação da Agricultura e Renda Familiar de Novo Cajueiro, que fabrica o tradicional bolo de rolo pernambucano, à XIV Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte). As Mulheres Rendeiras são as grandes homenageadas nesta décima quarta edição, que ganhará mais um dia, com abertura na quinta-feira (04) e término no domingo (14) de julho.
Rendeiras da Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção na Fenearte

A XIV Fenearte acontece de 04 a 14 de julho e promete transformar o pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda, em um grande espelho para o reconhecimento do artesanato de Pernambuco, do Brasil e de 48 países.

Com mais de cinco mil expositores, ocupando 800 espaços em uma área de 29 mil m², esta edição homenageia o talento das mulheres rendeiras que,  ao tecer o seu dia a dia com a delicadeza dos fios, mantêm viva a tradição do ofício, repassando-o para diversas gerações.

A Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção já vem participando da Fenearte há cinco anos, levando à renda renascença em todos os estilos e cores aos/às ávidos/as consumidores/as de artesanato. Nove mulheres da Cáritas Paroquial de Poção fazem parte do estande, que está localizado na Rua 7 do evento. “Esse ano com alegria homenageamos a rendeira e agradecemos à Cáritas Diocesana de Pesqueira, que sempre nos apoiou e neste ano nos apoiou mais ainda”, afirmou Terezinha Duarte, que compõe a equipe das rendeiras da Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção.

O estande da Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção oferece os mais variados estilos, cores e modelos em renascença, tanto para uso pessoal, quanto para o lar. A procura dos/as consumidores/as tem sido intensa, animando às artesãs.


Já a Associação da Agricultura e Renda Familiar de Novo Cajueiro, em Pesqueira, foi representada por Mercilda Spíndola, que levou o tradicional bolo de rolo para Fenearte. Incluída no estande da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, que tem dado forte apoio ao pequeno agricultor familiar durante a Fenearte, a Associação do Novo Cajueiro, além de bolo de rolo, também fabrica broa de milho, bolo de goma, polpa de fruta, dentre outros produtos, todos de forma artesanal. 

Diocese de Pesqueira participa de Intercâmbio Intermunicipal com o SERTA em Ibimirim


Dia 13 de junho teve início o Intercâmbio Intermunicipal entre a Diocese de Pesqueira, através da Cáritas Diocesana de Pesqueira e o Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA em Ibimirim, no qual participaram 17 jovens filhos de agricultores/as que receberam as tecnologias de captação da água da chuva para produção de alimentos, através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).
Visita de campo durante o intercâmbio entre o Serta e
a Diocese de Pesqueira
A atividade teve como objetivo despertar o interesse dos jovens a desenvolver atividades que possam garantir a segurança alimentar e a permanência dos mesmos em sua localidade, evitando assim o êxodo rural.
Houve na ocasião momentos com troca de experiência com os estudantes que fazem curso técnico do SERTA, envolvendo no debate a importância de convivência com o semiárido e o impacto que a implementação provoca nos municípios e na vida das famílias, bem como o trabalho que a Diocese de Pesqueira vem desenvolvendo nos municípios de atuação.
Sebastião Alves, vice-presidente do SERTA, apresentou um histórico da organização, informando que a mesma foi fruto do Centro de Capacitação e Alternativas de Conviver com a Seca (CECAPAS) que ocorreu em 1983, em Pesqueira, no Seminário São José, cujo objetivo foi ensinar alternativas para as pessoas observarem a seca com outro olhar, formando jovens agricultores/as e professores que trabalhavam no campo.
As experiências realizadas pelo SERTA também foram visitadas, como: fogões solares, criação de animais de pequeno porte com o aproveitamento do espaço, sobras de alimentos, reutilização de materiais recicláveis como garrafas pet no aquecimento d’ água utilizando a energia solar, reuso da água, construção de canteiros para frutas e verduras e formação de um pequeno barreiro lonado para aproveitamento da água nos canteiros, onde a permacultura é trabalhada dentro de quatro eixos da sustentabilidade, que são: a sustentabilidade hídrica, alimentar, energética e nutrientes, ou seja, na preservação da terra na perspectiva da sustentabilidade econômica.
As tecnologias sociais de captação de água - A implementação das tecnologias sociais de água das chuvas foi tema de debate entre o grupo diante da necessidade de produzir alimentos, bem como quais foram os impactos sociais, econômicos e produtivos que mudou a vida das pessoas nas comunidades que foram/estão sendo atendidas, quando o trabalho da Articulação no Semiárido (ASA) foi ressaltado devido à parceria tanto com o SERTA quanto com a Diocese de Pesqueira.
Como encaminhamento, os jovens devem levar para as associações comunitárias a discussão sobre a importância de desenvolver outras formas de tecnologias para convivência com o semiárido, levando em consideração as experiências visitadas nesse intercâmbio.  E a avaliação do encontro girou em torno do aprendizado que os jovens adquiriram como a importância de reutilização da água e a sustentabilidade. 

Roseilda Couto
Coordenadora do P1+2


sábado, 6 de julho de 2013

Cáritas Diocesana de Pesqueira marca presença na Oficina de Mobilização de Recursos da Cáritas Brasileira


Dia 07 de julho, a Cáritas Diocesana de Pesqueira esteve na Oficina de Mobilização de Recursos com a publicitária Renata Costa, da Cáritas Brasileira em Brasília. Representaram a Cáritas Diocesana de Pesqueira Neilda Pereira, coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Magna Pollyanna, gerente administrativo e Adriana Leal, comunicadora popular. O evento aconteceu em Olinda, na sede do Conselho da Pastoral dos Pescadores. O objetivo da oficina foi ampliar a visão sobre a captação de recursos para projetos sociais.

Oficina de Mobilização de Recursos, com a publicitária
Renata Costa, da Cáritas Brasileira
Além da Cáritas Diocesana de Pesqueira, diversas outras Cáritas marcaram presença na oficina, tais como as Cáritas Diocesana de Caicó, Natal, Mossoró, Garanhuns, Maceió, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Penedo e Caruaru, que somatizou 30 pessoas.

A parte da mobilização foi colocada no evento não apenas como captação de recursos financeiros, mas a conciliação de interesses. “A área social faz parte do interesse de qualquer empresa nos dias de hoje”, disse Renata, enfatizando a questão da responsabilidade social nas organizações da atualidade, que é mais uma ferramenta de marketing das grandes empresas para divulgar uma imagem favorável aos clientes e fornecedores.

O investimento na rede de pessoas foi colocado como uma rica e diversa fonte de oportunidade, onde esta foi vista como essencial à entrada de financiamento na instituição.  “A rede de contatos é a sobrevivência da mobilização de recursos”, declarou Renata, que informou ainda que antes de mobilizar possíveis colaboradores é importante investir em recursos internos, como a imagem da organização dentro do seu espaço e requisitos externos, como a comunicação e parcerias.

A publicitária Renata ainda citou como importante ferramenta de marketing o uso da internet com pesquisa no Google sobre estratégias de organizações afins, leitura de livros e revistas especializadas, recebimento de newsletter especializados para ampliação do conhecimento da captação de recursos em ONGs. “A pesquisa é o fio da meada da criatividade”, afirmou Renata.

Ainda foram abordadas diversas ideias de captação de recursos como  caixas para depósito de moedas em pontos comerciais, cooperação internacional, convites à parceria em faturas de supermercado, relação próxima com os veículos de comunicação. “Esteja atento aos temas de destaque na mídia; ofereça serviços gratuitos à comunidade e paute a mídia”, completou Renata, mostrando mais uma estratégia de sucesso para atrair a mídia.




quarta-feira, 26 de junho de 2013

Encontro com as Cáritas Paroquiais acontece em Pesqueira


Integrantes das Cáritas Paroquiais durante o evento
Dia 21 de junho o Seminário São José, em Pesqueira, foi o espaço escolhido para receber representantes das Cáritas Paroquiais, além de outros/as interessados em implantar as Cáritas Paroquiais em suas devidas paróquias.  Estiveram presentes aproximadamente 20 pessoas. Dentre as Cáritas Paroquias presentes estavam a de Jataúba, Venturosa, Poção e Tupanatinga; e representantes das paróquias de Pedra, Belo Jardim e Pesqueira, que pretendem implantar a Cáritas Paroquial. O encontro denominado Cáritas: um novo jeito de viver a solidariedade teve como objetivo levar informações sobre a formação e atuação das Cáritas Paroquiais, que tem ação junto à Cáritas Diocesana de Pesqueira.

Durante o evento a Cáritas Diocesana foi apresentada pela coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Neilda Pereira, que traçou um histórico da instituição no Brasil, que teve início em 1956, por Dom Hélder Câmara. “A Cáritas foi fundada com o objetivo de olhar para o mais pobre na situação de exclusão social”, explicou Neilda. “A Cáritas tem o papel de atuar em conjunto com as pastorais sociais”, completou.

Em Pesqueira a Cáritas Diocesana surgiu como objetivo de organizar as campanhas emergenciais e estruturantes dentro do âmbito da Diocese de Pesqueira e hoje está voltada à organização das Cáritas Paroquiais.

Atualmente mais de 170 países tem a presença da Cáritas, e a primeira Diocese no Regional Nordeste 2 que iniciou o trabalho das Cáritas Paroquiais foi a Diocese de Pesqueira, que hoje conta com a Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis, Cáritas Paroquial Cruzeiro de Poção, Cáritas Paroquial Dom Hélder Câmara, Cáritas Paroquiais Santana de Buíque e Cáritas Paroquial Quitéria Abgail de Araújo.

A Casa de Josélia - Na ocasião, representantes de Pedra, Vilma Maria e Paulo Ferreira, apresentaram uma ação chamada Casa de Josélia através de um painel com fotos onde mostraram o reviver de uma senhora chamada Josélia, mãe de cinco filhos, que vivia, sem renda fixa, numa casa de apenas dois cômodos, totalmente deteriorada, sem a menor infraestrutura. “Só tem uma cama, não tem fogão”, explicou Vilma, afirmando que reuniu um grupo voluntário da paróquia para reformar a casa, que hoje já dobrou de tamanho.  Hoje Josélia se encontra em tratamento, numa casa de repouso e os filhos estão sob a custódia do pai, que é separado de Josélia. Vilma e Paulo estão na expectativa de que Josélia possa muito em breve voltar para a casa nova, a fim de cuidar dos filhos e viver num ambiente mais digno.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia da Erradicação do trabalho Infantil - 12 de Junho

Hoje, 12 de junho, é comemorado o Dia da Erradicação do Trabalho Infantil. Vejam o vídeo acima gravado pela coordenadora  pedagógica da Cáritas Diocesana de Pesqueira Catarina Márcia sobre a data.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diocese de Pesqueira inicia capacitações de pedreiros em Arcoverde - PE


De 03 a 11 de junho esta sendo realizada mais uma capacitação de pedreiros pela Diocese de Pesqueira através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1 + 2), em parceria com a Articulação no Semiárido (ASA).  O evento esta acontecendo no Sítio Açude Velho, em Alagoinha e tem como objetivo capacitar pedreiros para técnicas de construção da cisterna calçadão, uma das tecnologias sociais aplicadas ao P1 + 2.

A capacitação de pedreiros contribui para a formação de agricultores e agricultoras na construção de tecnologias sociais do Programa Uma Terra e Duas Águas, gerando desta forma trabalho e renda nas comunidades onde são inseridas as construções.
Maria Quitéria Nunes foi anfitriã da Capacitação de Pedreiros e será contemplada uma das cisternas calçadão construídas durante a capacitação. “É difícil no ano que não é bem chovedor”, disse Quitéria colocando as dificuldades da estiagem, porém animada com a nova cisterna para “plantar verdura e fruta”, como afirmou. Casada e mãe de três filhos, o P1 + 2 beneficiará a família além da própria cisterna, com a capacitação do próprio marido Renato Nunes, que pretende atuar na construção das tecnologias sociais do P1 + 2.

Teoria e prática - A primeira parte da capacitação consiste no aprendizado teórico, e a segunda é a parte prática, onde os pedreiros constroem uma cisterna calçadão ou outro tipo de tecnologia social do P1 + 2. “Eu acho que é muito importante aproveitar esse momento de aprendizado”, aconselhou Catarina, que atua na área pedagógica da Diocese de Pesqueira. Na ocasião, o aprendizado compartilhado é estimulado, pois cada pedreiro já vem com uma bagagem dos trabalhos anteriores. “Na verdade é um intercâmbio, pois cada um vem com o seu conhecimento”, disse Misael, técnico agrícola da Diocese de Pesqueira. “Eu vou ver quem está mais prático, pois cada um tem o seu conhecimento”, afirmou Joaquim Moraes, pedreiro instrutor das tecnologias sociais, na questão da seleção dos pedreiros que mais se destacaram no processo.

Pedreiros participando da parte prática da capacitação
A geração de renda – A geração de renda que o P1 + 2 oferece é um dos diferenciais do programa, especialmente na questão da formação de pedreiros, pois como a maioria dos pedreiros são agricultores, no período da estiagem, quando fica mais difícil investir em culturas irrigadas, entra a geração de renda através das construções, configurando-se como uma pluriatividade, que é uma atividade complementar à agricultura de subsistência. “Essa parte da capacitação de pedreiros é a mais específica. Essa construção não é apenas o concreto, ela mexe com a cultura, com a geração de renda, com a economia do município”, enfatizou Roseilda Couto.  “Aproveitem bem a capacitação onde vocês estarão se especializando em cisterna calçadão e outras tecnologias, o que pode gerar um complemento de renda”, completou Adriana Leal, comunicadora do P1 + 2 e Diocese de Pesqueira.

Programa Uma Terra e Duas Águas - O P1 + 2 é um programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido no eixo de segurança e soberania alimentar através do manejo sustentável da terra e das águas, tendo surgido a partir das experiências vivenciadas pelos agricultores/as experimentadores do semiárido brasileiro, bem como, do trabalho das organizações da sociedade civil que compõe a Articulação do Semiárido (ASA).

O programa vem proporcionando as famílias alternativas de convivência com o semiárido, como produção de alimentos a partir de quintais produtivo e criação de pequenos animais, com isso favorecendo as mesmas uma alimentação mais saudável com segurança alimentar.

Atualmente no Estado de Pernambuco várias instituições são responsáveis pela execução do P1+2. Trabalhando os processos de mobilização, capacitação de pedreiros, de comissão municipal, capacitação das famílias beneficiarias em Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA) e Sistema Simplificado de Manejo de Água (SISMA), bem como a implementação de sete tecnologias sociais, que são a cisterna calçadão, a cisterna de enxurrada, o tanque de pedra, a bomba de água popular, a barragem subterrânea, o barreiro trincheira e barraginha.